Jornal da Cidade - 19/09/2009 |
Semy Ferraz, a terceira via em MS na eleição de 2010 |
![]() “Em agosto de 2003 investigamos, provamos e denunciamos que o Sr. André Puccinelli concedia obras sem licitação pública à empresa Engecap”.
“Não obstante às provas inequívocas, o Sr. André Puccinelli esperou concluir as medições e pagou o máximo possível à empresa ENGECAP para só depois rescindir o contrato”.
“O PV e o PCdoB estão discutindo a necessidade de se construir uma candidatura que represente a terceira via e me convidaram a ser o candidato a Governador”.
“Acho que a Marina tem grande chance de empolgar o povo brasileiro e gerar uma “onda Marina”. Temos o exemplo do Barack Obama nos EUA”.
“A minha candidatura não é contra o André Puccinelli e nem para alavancar o Zeca do PT. Não faço política com ódio ou rancor”.
“Tenho 80% de chance de aceitar este desafio”.
Porque toda essa ira do governador André Puccinelli contra o senhor? O Sr. André Puccinelli, em princípio, tentou obter um “acordo” comigo para que desistisse das ações populares. Não conseguindo, tentou me processar criminalmente para que, obtendo a minha condenação, perdesse meus direitos políticos e, assim, automaticamente ficaria afastado da autoria das ações populares. Primeiramente, engendrou perante o TJ/MS um processo de calúnia e difamação, fundamentando a ação penal em trechos da petição inicial de uma das ações populares, divulgada no jornal Correio do Estado. Essa ação penal foi trancada através de Habeas Corpus concedido pelo STJ, tendo como relator o Min. Felix Fischer (Proc. 2006/0217349-7). Como foi exatamente o caso acontecido nas vésperas das eleições de 2006, que acabou prejudicando a sua reeleição e que teria sido “armado” pelo atual governador? A Polícia Federal, em 29 de setembro de 2006, recebeu uma denúncia anônima informando que meu Assessor Benoal do Prado Sobral, estava fazendo uma operação de Compra de Votos. A Polícia foi até a porta do meu Comitê e prendeu o meu assessor no momento em que este saia do comitê e se dirigia para o seu carro. Descobriu-se que a operação criminosa contra mim foi realizada a mando do Sr. André Puccinelli e coordenada pelo Engº. Edson Giroto, hoje Secretário de Estado de Obras e ex-Secretário Municipal de Obras, quando o Sr. André Puccinelli era prefeito do município de Campo Grande. Essa operação teve ainda a orientação do filho do Sr. André Puccinelli, o advogado André Puccinelli Junior. Também integrou a denuncia o Sr. Edmilson Rosa, funcionário da Secretaria de Obras do Município de Campo Grande e o Sr. Mirched Jafar Júnior, sócio da Gráfica Alvorada. Em 17/01/2007 a PF realizou diligências para apreensão de computadores e documentos na Secretaria de Obras do Município de Campo Grande e na residência do advogado André Puccinelli Junior. Certamente eu seria condenado, se a operação “Bola de Fogo” não tivesse ocorrido, mas o “feitiço virou contra o feiticeiro”. A Policia Federal, autorizada pela Justiça Federal, em face dessa operação monitorava os telefones do escritório do advogado André Puccinelli Junior e seu sócio Felix Nunes da Cunha, Procuradores do Sr. Iran Garcete, acusado de contrabando de cigarros, pivô da referida operação. Segundo dizem, havia envolvimento de transação financeira entre eles e que, ainda, um avião do Sr. Iran Garcete havia sido vendido no Rio Grande do Sul, cujo dinheiro teria sido depositado na conta do sócio do Sr. André Puccinelli Junior. O que se sabe ao certo é que esse sócio ficou detido alguns dias. Nos telefonemas para o escritório do advogado André Puccinelli Junior foram detectadas as primeiras confabulações, que desaguou na falsa denúncia de compra de votos contra minha pessoa, razão pela qual a PF pediu autorização para a Justiça Federal para monitorar outros telefones. Como está o andamento das ações que o senhor move contra André Puccinelli? Essa empresa foi montada pelo amigo dele, Sr. Eolo Genovês Ferrari, engenheiro que não podia negociar com o poder público e desta forma, abriu uma empresa em nome de alguns Garis, que prestavam serviços para a própria Prefeitura, através de uma outra empresa terceirizada. Esse fato foi publicado na Folha de São Paulo no dia 28 de agosto de 2003. Não obstante às provas inequívocas, o Sr. André Puccinelli esperou concluir as medições e pagou o máximo possível à empresa ENGECAP para só depois rescindir o contrato. Além disso, essa empresa ENGECAP não recolheu os impostos e nem os encargos, deixando os Garis bem encrencados. Vide processos na Justiça Federal de Campo Grande em relação à Receita Federal e INSS. Em maio de 2005, ajuizei uma Ação Popular em desfavor do Sr. André Puccinelli, questionando a legalidade da alienação de um imóvel público denominado “Área do Papa”, mediante dação em pagamento em troca de asfalto, por preço manifestamente inferior ao do mercado. O imóvel público foi negociado a R$ 10,52 o metro quadrado, quando os imóveis lindeiros tinham o valor de R$ 28,00 o metro quadrado no próprio carnê do IPTU, ou seja ele fez “doação” de uma área pública para um outro amigo. Resultando num prejuízo de mais de R$ 20 milhões de reais. Nesta ação popular tive decisão desfavorável no TJMS e estou recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça. Em junho de 2005 ajuizei mais uma Ação Popular questionando a legalidade de atos praticados por ocasião da licitação dos serviços de água e esgoto do município de Campo Grande/MS, que resultou numa condenação de R$ 83.000.000,00 (oitenta e três milhões de reais) em desfavor do Sr. André Puccinelli. Também ingressei com uma Ação de reparação de danos na Justiça Estadual, pedindo uma indenização no valor de R$ de 2,0 milhões de reais, em desfavor do Governador André Puccinelli e os outros indiciados no processo de denunciação caluniosa em que fui vitima, o Andrézinho, Giroto, Junior e Rosinha. O senhor acredita que a Justiça irá prevalecer e que o atual governador será punido? Nas ações populares da Área do Papa e Águas Guariroba eu perdi no TJMS e estou recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça. E a sua propalada candidatura a governador? O senhor já está filiado ao PV? Entendo também que a minha candidatura não pode expressar apenas a minha disposição pessoal de ser candidato, tem que ser construída. E que o mais importante é a consolidação de uma terceira via com um projeto alternativo, que poderá ser liderada por outro nome, como, por exemplo, o Senador Valter Pereira, se vier a sair do PMDB. Como o senhor vê a provável candidatura da Senadora Marina Silva? Ela tem possibilidade de cair no gosto popular e gerar uma “onda Marina”? Acho que a Marina tem grande chance de empolgar o povo brasileiro e gerar uma “onda Marina”. Temos o exemplo do Barack Obama nos EUA. Um fato importante da candidatura da Marina é ter tirado do PMDB a condição de fiel da balança. A sua candidatura é para valer ou é apenas para alavancar a candidatura do ex-governador Zeca do PT? A minha candidatura é para discutir e debater um governo que valorize a democracia como um bem indispensável e que tenha como objetivo central garantir serviços básicos de qualidade (Saúde, Educação, Segurança, etc) e fortalecer o setor privado para consolidar uma economia limpa, justa e competitiva em forte base agropecuária.
Qual a sua opinião sobre os “aloprados de Lula” e o “Mensalão”? Qual a sua mensagem para os leitores do Jornal da Cidade Online? da Redação |




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