Blog do Semy Ferraz


22/04/2009


Por que  não fui reeleito deputado?

Se todas as pesquisas de opinião apontavam a minha reeleição!.... Será que a atuação eficiente do André Puccinelli, aliciando meus apoiadores/eleitores foi o que definiu o resultado?  Com Operação Vintém ficou comprovado a participação de Puccinelli na Denunciação Caluniosa, que tentou me incriminar com "comprador de votos".

Infelizmente a verdade  só apareceu três meses após a eleição. O estrago já estava feito. Espero que faça JUSTIÇA!

Para refrescar a memória veja a pesquisa de 2006!

Reinaldo aparece em 22º em pesquisa para deputado

Terça-feira, 20 de Setembro de 2005 07:30
Cecílio Neto

O ex-prefeito de Maracaju e secretário do PSDB no Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva está entre os 24 nomes apontados pelo Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul (IPEMS), que podem ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa na próxima eleição em 2006.

De acordo com a pesquisa espontânea, realizada no período de 8 de agosto e 9 de setembro deste ano, o ex prefeito de Maracaju Reinaldo Azambuja Silva aparece na 22ª posição, onde obteve 0.256% dos votos, Reinaldo Azambuja foi prefeito de Maracaju nas gestões de 1997/2000 e 2001/2004, também foi presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul. Outro ex prefeito que aparece na pesquisa e também foi presidente da Assomasul, é o atual Secretário de Esportes Dirceu Lanzarini, ele administrou na gestão passada o município de Amambai. Conforme a metodologia de pesquisa do IPEMS, feita em parceira com os jornais O Progresso e Primeira Hora e site Conjuntura Online , que entrevistou 15.837 eleitores, a margem de erro é de 0.77% para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95.5%. A pesquisa revela ainda que 79,208% dos eleitores entrevistados neste período do ano disseram estar indecisos na disputa pelo cargo proporcional

O deputado estadual Maurício Picarelli (PTB) aparece na primeira colocação com 3,127%, seguido por seu colega Antônio Carlos Arroyo (PL), que obteve 1,347%. O deputado douradense Zé Teixeira (PFL) é o terceiro entre os 24 mais votados com 1,306%. Na quarta colocação está Raul Freixes (PTB), que obteve 1,246% das intenções de voto. O tucano Waldir Neves é o quinto da lista com 1,202%, enquanto que Ary Rigo (PDT) é o sexto mais votado, com 1.70%. Na sétima colocação, surge o presidente da Assembléia Legislativa, Londres Machado (PL), que obteve 1.27% das intenções de voto. O deputado Ari Artuzi (sem partido) é o oitavo melhor colocado, conforme os números da pesquisa, que o coloca em posição privilegiada, com 0,981% de preferência do eleitorado. O IPEMS aponta a deputada Bela Barros (PDT) na nona posição entre os mais votados. Candidata a reeleição, ela tem 0,897% da preferência do eleitorado. Em 10º lugar, ainda segundo o instituto, está o vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad (PMDB), que obteve 0,879%.

Confira os outros nomes apontados na pesquisa:
11º - Deputada Celina Jallad (PMDB) – 0,588%
12º - Deputado Akira Otsubo (PMDB) – 0,549%
13º - Deputado Semy Ferraz (PT) – 0,390%
14º - Deputado Paulo Corrêa (PL) – 0,366%
15º - Deputado Pedro Kemp (PT) – 0,356%
16º - Vereador Alcides Bernal(PMN) – 0,435%
17º - Secretário de Esporte Dirceu Lanzarini(PL) – 0,321%
18º - Deputado Roberto Orro (PDT) – 0,319%
19º - Deputado Onevan de Matos (PDT) – 0,309%
20º - Deputado Jerson Domingos (PMDB) – 0,308%
21º - Deputado Humberto Teixeira (PDT) – 0,287%
23º - Deputado Loester Nunes (PDT) – 0,230%
24º - Secretário de Estado Antonio Braga – 0.172%

Fonte: Maracaju News – 20/09/2006

Escrito por Semy às 06h30
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20/04/2009


Comentário

Um cara feliz

 

Com pequenas variações, Lula repete em conversas com assessores e aliados: "De que eu posso reclamar da vida neste momento? De nada".

Poderia reclamar da crise provocada pelos louros de olhos azuis – mas está sabendo tirar vantagem dela. Outro dia, Barack Obama o apontou como “o cara”. O Congresso vai ladeira abaixo. E a oposição... Cadê?

Lula está convencido de três coisas. Primeira: o pior da crise já passou. O desempenho econômico do país, este ano, não lembrará nenhuma Brastemp. Nem por isso o governo chegará enfraquecido no ano eleitoral de 2010.

Segunda coisa: com a benção dele, Dilma Rousseff será eleita a primeira mulher presidente da República. Terceira: Aécio Neves cederá às pressões e acabará sendo o vice de José Serra.

O início do segundo mandato de Lula marcou o fim da Era Palocci na economia e inaugurou a Era Dilma. Trocou-se a ortodoxia no trato das finanças públicas pelo que muitos chamam de “desenvolvimentismo”.

O Programa de Aceleração do Crescimento foi o sinal mais forte da nova era – embora haja muito de marketing e pouco de programa nele. De resto, vai mais devagar do que Lula apregoa.

A crise que abala a economia mundial deu força àqueles que dentro do governo defendiam mais gastos para tentar vencer as eleições do próximo ano. Decretou-se o fim do livre mercado.

Sob esse aspecto, bendita crise! A pretexto de enfrentá-la, Lula e sua turma estão se sentindo à vontade para adotar medidas que seguramente irão engordar o cacife eleitoral de Dilma no renhido confronto com Serra.

A mais recente pesquisa nacional de opinião pública, aplicada no final de março pelo Instituto Sensus, trouxe uma notícia ruim e outra boa para Lula. A ruim ganhou destaque na mídia. A boa quase não foi notada.

A aprovação do governo caiu 10 pontos percentuais entre janeiro e março – e a de Lula em particular, oito. No entanto, aumentou o número dos brasileiros dispostos a votarem para presidente em quem Lula mandar.

Na pesquisa de dezembro do ano passado, o Sensus conferiu que um candidato apoiado por Lula seria o único no qual votariam 15,6% dos dois mil entrevistados.Na pesquisa de março, o percentual cresceu para 21,5%.

Para votarem no candidato de Lula, 34% dos entrevistados em dezembro exigiam conhecê-lo. Em março, apenas 25,9% condicionaram o voto à exigência. Lula perdeu popularidade e ganhou eleitores. Pode?

Aécio está rouco de tanto dizer que será candidato ao Senado se o PSDB não lhe indicar como candidato a presidente. Lula dá pouco valor ao que Aécio diz. Vai mais longe: acha que Aécio e Serra fingem que brigam pela indicação do PSDB. Estão combinados.

A falsa disputa serve aos objetivos dos dois. O de Aécio: projetar-se como um líder político nacional. O de Serra: não se ver exposto desde já como candidato.

A questão ética teve lá seu peso na eleição presidencial de 2006.

Machucado pelo escândalo do pagamento de propina para que deputados votassem de acordo com o governo, Lula chegou ao fim do primeiro turno sob a sombra do escândalo dos aloprados – os afoitos empregados da campanha dele que forjarem um dossiê para prejudicar a eleição de candidatos do PSDB. Foi obrigado a disputar o segundo turno.

Salvo alguma grossa trapalhada que o governo possa cometer até lá, a questão ética na eleição de 2010 será, se tanto, um problema para candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado.

Nunca antes na história deste país um Congresso chafurdou tão fundo na lama. O crescimento, ali, do número de bandidos tem a ver diretamente com a crescente influência do dinheiro no resultado das eleições.

Em um passado nem tão remoto assim, para cada dois ou três políticos sérios existia pelo menos um venal. O chamado baixo clero na Câmara carecia de votos para impor suas vontades. Deixou de carecer.

A maioria dos deputados é suspeita de estar à venda – e também uma fatia razoável de senadores.

Fonte: Blog do Noblat - 20/04/2009

Escrito por Semy às 08h23
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