Discurso na Assembléia dia 29/11/2005 – Parte II
Sobre o "Carcamano"
Na verdade, Senhor Presidente, Senhores Deputados, além de nossa atuação parlamentar que, modéstia parte, edifica meu mandato, cumprindo prerrogativa de cidadão e parlamentar, ingressamos com 04 (quatro) ações populares e estamos preparando mais 02 (duas).
A primeira ação diz respeito ao Porto de Três Lagoas, já julgada procedente, estando em fase de julgamento de recurso;
A segunda ação, refere-se a ilegalidade da alienação do imóvel denominado Área do Papa, que embora esteja em tramitação judicial, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul já reconheceu a nulidade do ato, estando em tramitação processo que inapelavelmente irá culminar com a responsabilização administrativa do Sr. André Puccinelli.
A terceira ação diz respeito a concessão dos serviços de água e esgotos de Campo Grande, na qual também evidencia a prática de atos administrativos eivado de “desvio de finalidade”, ou seja, atos que embora disfarçado de legalidade através dele o administrador persegue o objetivo de privilegiar interesses privados em detrimento a interesse público, conforme ao final será reconhecido.
A quarta ação popular versou sobre o edital da concessão de serviços de limpeza pública de Campo Grande, cuja procedência parcial o Prefeito NELSINHO TRAD teve a grandeza de reconhecer administrativamente, já que determinou a alteração de clausulas do edital de licitação;
Também, deve ser registrado que restou provada a procedência de nossa denúncia envolvendo a empresa ENGECAP, contemplada por inúmeros contratos milionários, fundada especialmente para ser contemplada com obras da administração do Sr. André Puccinelli, era uma empresa fantasma de propriedade de humildes garis da limpeza pública municipal, utilizados inescrupulosamente como “laranjas” por um amigo pessoal e correligionário do Sr. André Puccinelli.
Ficou também evidenciado que embora pudesse de pronto suspender o contrato porque encontrava-se materializada a ilegalidade, o Sr. André Puccinelli aguardou dias como forma de ultimar medições e pagar todo o crédito da empresa fantasma, com propósito de favorecer seu verdadeiro proprietário, o seu amigo pessoal, em detrimento de obrigações fiscais, sociais e previdenciárias que ficaram inadimplidas.
Agora, a Controladoria da União Federal, através da Nota Técnica 1164 de 13 de outubro de 2005, concluiu que as obras concedidas à empresa ENGECAP encontravam-se superfaturadas em R$ 4.190.522,12 em valores de setembro/2001, e, ainda, que pelos termos do convênio feito entre a União e o Município deviam ser licitadas nos termos da Lei n. 8666/93, sendo ilícita por força do Convênio o aproveitamento de licitação antiga, realizada pelas regras de lei revogada.
Ocorre, que o Sr. André Puccinelli ouviu falar que estávamos estudando propor mais uma ação popular contra ato administrativo que praticara, propôs uma queixa contra nossa pessoa afirmando que em uma das ações populares o injuriamos, quando na verdade demonstramos a ilegalidade e a lesividade aos interesses públicos do ato administrativo que praticara ... na verdade temendo mais ações consistentes como consistentes tem sido nossas denúncias, o Sr. André Puccinelli tenta nos intimidar.
No caso ENGECAP tem inquéritos em andamento um no MPF e outro na Policia Civil.
Os garis laranjas estão sendo processados pela Receita Federal pelo crime de sonegação fiscal no valor de mais de 4 milhões de reais.
Deputado Semy Ferraz
Transcrição da Assembléia Legislativa de MS – 29/11/2005