Blog do Semy Ferraz


30/12/2011


Para biólogo, aquecimento é 'globotomia'

Cético da mudança climática causada pelo homem, ele diz que a visibilidade do tema encobre outros problemas

Ex-ministro uruguaio do Meio Ambiente, Aramis Latchinian vê risco à soberania em agenda imposta por países ricos

 

O biólogo Aramis Latchinian, 48, ex-ministro do Meio Ambiente do Uruguai e autor do polêmico livro "Globotomia"

 

FLÁVIA MARREIRO
DE são paulo

O aquecimento global é um consenso "muito conveniente" entre diversos governos, ONGs e organismos multilaterais, que suga recursos da cooperação internacional e distorce prioridades na agenda ambiental e acadêmica, especialmente nos países da América Latina.

A opinião contundente é do ex-ministro do Meio Ambiente do Uruguai, Aramis Latchinian. Biólogo marinho e gestor ambiental em uma consultoria, ele é autor de "Globotomía -del Ambientalismo Mediático a la Burocracia Ambiental" (editora Puntocero, ainda sem tradução para o português), livro já lançado na Venezuela, no Uruguai e na Argentina.

Na obra, ele discorda que haja provas de que o componente humano seja relevante no aumento da temperatura do planeta.

'OBEDIENTES'

"Não falo de ceticismo ou negacionismo, falo de ter dúvidas. Se eu classificasse como negacionistas os que duvidam, teria de classificar de obedientes os que apoiam", disse o biólogo à Folha.

"Há demasiados atores que dependem de que seja nossa culpa [o aquecimento global]. Há uma burocracia gigantesca na ONU, muitas ONGs transnacionais e nacionais que construíram sua estratégia para existir com base na importância do problema", continua ele.

O centro do argumento de Latchinian, porém, é político. Para ele, o "alarmismo" de ONGs transnacionais que pregam "ambientalismo iluminista de corte autoritário" dilui responsabilidades locais e atropela agendas mais importantes: a gestão ambiental nas megalópoles do continente e questões como saneamento básico, despoluição dos rios e correção de más práticas agrícolas.

"O setor acadêmicos nos nossos países -não sei como é profundamente no Brasil- depende da cooperação internacional para pesquisar. Os fundos de cooperação estão condicionados aos temas. Se na Venezuela querem pesquisar o problema do lixo no rio Guaire, o que fazem é dizer: 'efeito do aquecimento global sobre o rio Guaire'. Eu já vi projetos até de psicólogos citando aquecimento global", ironiza ele.

O termo "globotomia" refere-se à operação para transformar um determinado tema na grande preocupação ambiental do momento.

Ele elenca: nos anos 1980 e 1990, foi o buraco na camada de ozônio. Agora, vivemos a era do aquecimento -que, com a crise mundial, foi perdendo força na agenda. O próximo ponto, aposta, será a defesa da biodiversidade.

O livro argumenta que globalizar os problemas ambientais é um erro. O lema "pense localmente, aja globalmente" foi invertido, afirma, e hoje as ONGs de atuação local seguem diretrizes das grandes ONGs mundiais, em busca de financiamento.

'TODOS RESPONSÁVEIS'

"Os responsáveis somos todos: é a evangelização que faz Al Gore no seu filme. Mas não é um problema de todos. Quer dizer, ninguém apagou uma luz em Las Vegas. Não foi reduzida a orgia de gasto de energia nos EUA. Se vemos os focos de emissão de gases do efeito estufa, vemos cidades pontuais, e nenhuma cidade latino-americana, nem sequer a Cidade do México, aparece. Seguir essa agenda é perder soberania."

A diatribe do ex-ministro contra a etiqueta do bom ambientalista moderno chega à prática de usar sacolas reutilizáveis nos supermercados. O uruguaio diz que é uma comportamento regressivo, "de voltar ao passado da bolsa da vovó", que não é reproduzível em larga escala.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 30/12/11

Escrito por Semy às 09h59
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27/12/2011


TENDÊNCIAS/DEBATES

Sustentabilidade corporativa e a Rio+20

Maristela Mafei

Mais de 8.700 empresas de 130 países já são signatárias do Pacto Global da ONU, a maior iniciativa mundial em sustentabilidade corporativa

A sustentabilidade conquista cada vez mais espaço na agenda de governos e iniciativa privada. Não há duvida de que o tema veio para ficar. A sociedade cobra respostas efetivas. Nesse final de ano tivemos um pequeno, mas simbólico, avanço na 17ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17), em Durban, na África do Sul.

Representantes de 194 países concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto e iniciar um processo com força legal, e foi criado o Fundo Verde do Clima.

No setor privado, mais de 8.700 empresas de 130 países já são signatárias do Pacto Global da ONU, a maior iniciativa mundial em sustentabilidade corporativa.

São empresas comprometidas com os dez princípios da ONU em direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Outros fóruns, só para citar alguns, ganham cada vez mais importância: é o caso do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, com representação no Brasil, o Instituto Ethos e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas.

O Brasil, apesar do papel de protagonista que vem conquistando no mundo -devido ao crescimento econômico e empresarial e à redução da pobreza- tem ainda enormes desafios: investir em infraestrutura, reduzir a desigualdade ao acesso a educação e saúde de qualidade, combater a corrupção e melhorar a segurança pública.

O setor privado, de forma geral, ao lado de governos e sociedade civil, tem contribuído com soluções sustentáveis. Muitas empresas estão ingressando rapidamente no terreno do compromisso social e ambiental, incorporando a sustentabilidade nas suas agendas e reconhecendo sua relevância e urgência.

O entendimento de que bastava gerar resultados para os acionistas, pagar os impostos e cumprir a legislação trabalhista para garantir um lugar ao sol no mundo dos negócios foi ultrapassado: hoje é insuficiente pela opinião publica.

As empresas atrasadas em sustentabilidade pagaram caro, em menor competitividade, baixa produtividade de pessoal e rechaço dos consumidores e investidores. A conscientização acerca da limitação dos recursos naturais e o olhar atento de clientes e consumidores exige um reposicionamento.

O ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, e o investidor David Blood publicaram no "Wall Street Journal", no dia 14 deste mês, o artigo "Manifesto para um capitalismo sustentável: como as empresas podem adotar métricas ambientais, sociais e de governança".

Al Gore e Blood explicam que vivemos hoje um "turning point" com intensas ameaças: mudança climática, escassez de água, pobreza, enfermidades, desigualdade, urbanização, volatilidade nos mercados financeiros. E mais: "As empresas não podem ser chamadas a fazer o trabalho dos governos, mas empresas e investidores serão os atores que mobilizarão o capital necessário para os desafios sem precedentes que enfrentamos".

A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, traz oportunidades para o setor privado no Brasil.

As discussões da Rio+20 centram-se sobre dois temas principais e urgentes: como construir uma economia verde e tirar as pessoas da pobreza e como melhorar a coordenação internacional pela sustentabilidade. Nesse contexto, o Pacto Global da ONU organiza pela primeira vez o fórum para o setor privado com o objetivo de fortalecer a troca de práticas inovadoras.

Os desafios são enormes. Precisamos de empresas e de governos dedicados, com conhecimento e firme compromisso pela melhoria dos problemas sociais e ambientais. Não basta que "pareçam" sustentáveis, as empresas precisam ser.

MARISTELA MAFEI é sócia-fundadora do Grupo Máquina PR, agência signatária do Pacto Global da ONU, coautora do livro "Comunicação Corporativa: Gestão, Imagem e Posicionamento" e integrante dos conselhos de administração da SP Escola de Teatro, do CEA/Insper, do Instituto Millenium e da Endeavor.

 Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 27/12/11

Escrito por Semy às 06h22
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15/12/2011


CARTA ABERTA AO GOVERNADOR ANDRÉ PUCCINELLI

 

Campo Grande, 15 de dezembro de 2011

 

Excelentíssimo

Andre Puccinelli

Nesta

 

                                               Senhor Governador

 

                                               A imprensa noticia que, indagado sobre o pedido de autorização formulado pelo Superior Tribunal de Justiça à Assembléia Legislativa para processá-lo, Vossa Excelência teria dito que se trata de mais uma solicitação minha (“décima terceira solicitação do ex-deputado Semy Ferraz, do PT”) e que eu seria um “mensaleiro” que o vem vitimando (“ .. por aqueles que me vêem vitimizado do mensaleiro que é Semy Ferraz”).

 

                                               A atitude de Vossa Excelência não é digna de um Governador de Estado, na medida em que Vossa Excelência me traz à liça pretextadamente, para criar uma cortina de fumaça, quando sabe que o pedido de instauração de ação criminal contra Governador de Estado é um ato privativo da Procuradoria da República junto ao Superior Tribunal de Justiça, ou seja, Vossa Excelência deturpa a verdade quando afirma se tratar de “solicitação” minha.

 

                                               Sou um cidadão batalhando pelo pão de cada dia e Vossa Excelência, um poderoso Governador de Estado, se comporta como reles falastrão, me provocando gratuitamente.

 

                                               Mas sendo assim, responderei o vitupério providenciando o ajuizamento de interpelação criminal perante o Superior Tribunal de Justiça em desfavor de Vossa Excelência, que não teve a dignidade de explicitar porque nos rotula de “mensaleiro”, preferindo se valer de insinuação leviana.

 

                                               O Dep. Ari Rigo tornou público que em sua gestão o Governo do Estado repassava dinheiro a mais para a Assembléia Legislativa, a fim de  bancar um “mensalão” do qual Vossa Excelência recebia a quantia de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) por mês, mas Vossa Excelência nega esse fato, embora esteja a insinuar, que na legislatura em que fui Deputado havia um “mensalão”, me rotulando como um dos beneficiários.

 

                                               Ora, se isso for verdade, certamente há que se instaurar ação penal contra Vossa Excelência pela prática de improbidade administrativa, uma vez que, na qualidade de Governador do Estado, tendo tomado conhecimento de ilícito contra o erário, Vossa Excelência possuía obrigação de providenciar representação criminal contra os integrantes da Mesa da Assembléia Legislativa, além de exigir o ressarcimento do patrimônio Estadual.

 

                                               É muito cinismo Vossa Excelência tentar fazer crer que no período em que fui Deputado havia “mensalão” na Assembléia Legislativa, do qual certamente eu seria o único beneficiário, quando os ordenadores de despesas eram vossos aliados, inclusive o Deputado Ari Rigo, que afirmou que o “mensalão” vicejou em sua administração, com o dinheiro que a administração de Vossa Excelência remetia a maior para a Assembléia Legislativa, e que a mesa diretora da Assembléia Legislativa repartia o butim com Vossa Excelência.

 

                                               A sociedade sulmatogrossense precisa saber que mesmo afirmando que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul liquidaria as ações populares que ajuizei, Vossa Excelência tentou me chantagear para que eu desistisse das ações populares, afirmando que eu teria recebido ilegalmente importâncias da Assembléia Legislativa, quando na ocasião asseverei a Vossa Excelência que não havia recebido qualquer valor da Assembléia Legislativa, que não tenha sido pago a todos os Deputados, sem exceção de um só, não tendo, dessa forma, cedido a sua chantagem.

 

                                               Exatamente por ter percebido que eu não era chantageável, é  que Vossa Excelência articulou um processo crime contra a minha pessoa no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que foi prontamente sepultado pelo Superior Tribunal de Justiça, tamanha era a impropriedade da ação aceita pela maioria dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e, posteriormente, percebendo que não obteria minha inelegibilidade através de decisão judicial, articulou para que eu não fosse reeleito, inclusive cooptando apoiadores meus.

 

                                               Finalmente,  já que fez questão de interromper minha lida pela sobrevivência, ressalto que Vossa Excelência deveria ter a hombridade de admitir que na única representação criminal que formulei contra Vossa Excelência perante a Procuradoria da República, limitei a sustentar que nas conversações telefônicas gravadas na Operação Vintém, com autorização da Justiça Eleitoral, há elementos que sugerem que Vossa Excelência é o mandante da súcia que providenciou a implantação de dinheiro e listas falsas de eleitores no carro do meu coordenador de campanha, para me acusar falsamente de corrupção eleitoral.

 

                                               Lamentavelmente, por lapso do Ministério Publico o Supremo Tribunal Federal (STF - Ação Penal n. 605/2011 - Rel. Min. CÁRMEM LÚCIA ANTUNES DA ROCHA) encontra-se a processar apenas os serviçais de Vossa Excelência.

 

                                               Sem mais, lamentando pela arrogância e leviandade do Governador do nosso Estado, subscrevo-me mui

 

                                               Respeitosamente,

 

 

                                               Semy Alves Ferraz

 

 

Escrito por Semy às 04h30
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06/10/2011


Publicação do acórdão da Ação dos Garis Laranjas do caso Engecap!

 

Quem vai defender os humildes e inocentes garis?  E apurar os crimes de falsificação de documentos?

 

 

 

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0010770-65.2006.4.03.6000/MS

 

 

2006.60.00.010770-1/MS

 

RELATORA

:

Desembargadora Federal MARLI FERREIRA

APELANTE

:

Ministerio Publico Federal

APELADO

:

EDSON GIROTO

APELADO

:

ANDRE PUCINELLI

APELADO

:

EOLO GENOVES FERRARI

 

:

ENGECAP CONSTRUCOES LTDA

No. ORIG.

:

00107706520064036000 1 Vr CAMPO GRANDE/MS

EMENTA

AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM CONHECIMENTO DO MÉRITO PELO JUÍZO DE 1º GRAU. APELAÇÃO. § 3º DO ART. 515 DO CPC. INOCORRÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO.

Ainda que a Lei nº 8.429/92, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito quando no exercício de cargo público, preceitue, no art. 21, que a aplicação das sanções prevista na lei independe da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas, é fundamental a oitiva do órgão de contas, até porque a especificidade de sua atuação, tal como traduzido no texto constitucional, traz a certeza de que eventual fraude ou ilícito perpetrado pela Administração Pública, serão analisados tecnicamente.

O e. Min. Andre Luis de Carvalho, Relator no TCU da representação TC 023.582/2007-1 ressaltou no item 52, que "não caberia ao TCU proibir o gestor municipal de valer-se de critérios de preços indicados expressamente na Lei de Diretrizes Orçamentárias então vigente, como uma das formas de averiguar a adequação dos preços contratuais com os preços de mercado". Desconsiderou ainda no item 114, definitivamente (a expressão é própria do relator do acórdão) os indícios de superfaturamento levantados pela CGU, nas instruções técnicas precedentes, restando cabalmente afastados os indícios de dano ao Erário.

Os autos trazem farta documentação em 23 (vinte e três) volumes, indicando que não houve fraude. A licitação foi realizada de forma legítima pela administração anterior e a continuidade das obras, que haviam sido suspensas por falta de recursos, atendeu aos princípios norteadores da Administração Pública dispostos no "caput" do art. 37 da Carta Constitucional.

 

ACÓRDÃO

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, negar provimento à apelação, reconhecendo a improcedência do pedido, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.

 

São Paulo, 01 de setembro de 2011.

MARLI FERREIRA

Desembargadora Federal

 

Escrito por Semy às 09h18
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14/09/2011


Operação Vintém diz que Giroto foi sócio de empresas do Grupo CGR

Pio Redondo, especial para o Midiamax

Setembro de 2011 completa cinco anos da Operação Vintém, um fato que marcou a vida política do MS, e que aguarda julgamento na mais alta instância do judiciário, o Supremo Tribunal Federal.

A reportagem do Midiamax teve acesso às principais partes da Ação Penal 605, que tem sete volumes, nove apensos e 1563 páginas com o relatório das investigações da Polícia Federal e seus desdobramentos em todas as instâncias do judiciário.

Há uma peça no inquérito inicial da PF que nunca foi revelada. Trata-se da relação de bens do deputado Edson Giroto. Apesar de ter sido nomeado secretário de Obras em 1996, segundo a PF, até 1999 Giroto foi sócio de duas empresas hoje ligadas diretamente ao Grupo CGR, a Cobravi Construtora e a Solus Engenharia.

O mesmo documento revela que Giroto também tinha participação acionária na Companhia de Saneamento Águas de Campo Grande, criada por Puccinelli em 1998 para cuidar do abastecimento de água e do esgoto da capital.

Em princípio, como Giroto deixou a Solus e a Cobravi em 1999, não haveria problemas de ordem legal em contratações posteriores. Mas a proximidade inegável com o grupo nunca foi tornada pública por ele.

A CGR é a maior empreiteira do estado em volumes de contratações por parte Dnit e pelo governo do estadual. Em 2010, recebeu mais de R$ 35 milhões só do Dnit, do ex- diretor Luis Antonio Pagot. Empresas do Grupo CGR foram seguidamente contratadas pelo deputado enquanto ele exerceu o cargo de secretário Estadual de Obras do governo Puccinelli.

Ainda hoje, a Solus Engenharia e a Cobravi Construtora estão relacionadas à CGR. Desde os tempos de Giroto até hoje, a Solus também tem como sócio Michel Issa Filho, que hoje detém 33% do capital da CGR e possui participação acionária nas empresas do grupo, como a Mineração Campo Grande, Usimix e a Pedreira CGR.

Contratos dos governos de Puccinelli com essas empresas também foram assinados por Giroto. E muitos deles têm a assinatura de Michel Issa Filho, o ex-sócio do deputado. Hoje, a Solus funciona no mesmo endereço que a CGR, na rua Silvio de Andrade, 177, Vila Planalto.

A outra empreiteira que foi de Giroto, segundo a Polícia Federal, foi a Cobravi Construções, que aparece no site da CGR como integrante do grupo e funciona também no mesmo endereço.

Empreiteira é citada em obras superfaturadas e na Operação Uragano

A CGR é a empresa da obra do Terminal Intermodal de Cargas de Campo Grande, citada recentemente pela Revista Istoé quando citou Giroto como envolvido articulação de verbas para a obra superfaturada, flagrada pelo TCU.

Superfaturamento também ocorreu na construção da BR-359, onde a CGR tem dois trechos com contratos superiores a R$ 100 milhões. A obra, incluída no Fiscobras 2009, teve seus prelos rebaixados. O projeto e os contratos da obra foram feitos pela Agesul, dirigida por Giroto.

Na Operação Uragano, a própria empreiteira e um dos sócio da CGR, Carlos Gilberto Recalde, foram indiciado por Improbidade Administrativa, junto com o ex-prefeito Ari Artuzi. Além disso, durante a Operação Uragano, Geraldo Alves de Assis, da empreiteira Planacom, afirmou ao intelocutor Elendro Passia que Giroto e Puccinelli seriam os donos verdadeiros da CGR – apesar de não ter comprovado a declaração com documentos.

Giroto está entre os réus da Operação Vintém

Os réus da APn 605 são o deputado Edson Giroto, o filho do governador, André Puccinelli Junior, Edmilson Rosa, uma espécie de assessor particular com sala e veículos oficiais, e Mirched Jafar Júnior, dono da gráfica Alvorada, que trabalhou para a campanha do governador Puccinelli em 2006. Como vítimas constam os nomes do ex-deputado Semy Ferraz, do PT, e seu coordenador de campanha, Benoal Soares.

O suposto crime de "Denunciação Caluniosa" cheio de provas contundentes – a viva voz dos acusados - ocorreu no dia 29 de setembro de 2006 quando, depois de uma "denúncia anônima", a Polícia Federal encontrou dentro do carro de Benoal "santinhos" grampeados com notas de R$ 20,00. O assessor foi preso e deu-se o escândalo.

Mas, no mesmo dia 29, o caso deu uma reviravolta inesperada, quando outros policiais federais monitoravam Mirched Jafar Júnior, da coligação "Amor, Trabalho e Fé", por suspeita de compra de votos e, no meio dessa investigação, surgiram conversas dos réus combinando a armação contra Semy. Foi nessa hora que "a casa caiu", como se diz na gíria policial.

O caso deu uma enorme reviravolta, e o escândalo ganhou manchete no país inteiro. Com as novas informações, no dia 17 de janeiro de 2007, a Polícia Federal desencadeou a "Operação Vintém".

Escrito por Semy às 08h56
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30/06/2011


STJ dá prazo para governador do MS explicar suposta doação
30 de junho de 2011 00h53

 

Ítalo Milhomem

Direto de Campo Grande

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, que relata a ação penal 664 contra o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), deu prazo de 15 dias para que ele apresente defesa frente a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre uma possível doação ilegal de um terreno quando ele ainda era prefeito de Campo Grande (MS), entre os anos de 2000 e 2004. A decisão foi publicada na quarta-feira (29), no site do STJ.

No relatório, a ministra negou o pedido de arquivamento do processo feito pelo governador, alegando que a análise ficou prejudicada diante da denúncia do MPF, porém os argumentos apresentados nesta nova defesa serão válidos para as deliberações sobre o recebimento ou não da denúncia.

Por meio do seu advogado, Puccinelli pediu o arquivamento do processo, justificando que esta mesma investigação já foi analisada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e arquivada na primeira e segunda instância, e que não houve qualquer prejuízo ao erário público.

A denúncia foi oferecida pela subprocuradora-geral da República, Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre, que pediu nova investigação contra Puccinelli sobre a doação de área, conhecida como "Área do Papa", que pertencia à prefeitura de Campo Grande e foi transferida para a Construtora Financial, como pagamento pela realização de obras públicas.

O MPF argumenta que a transação ocorreu desrespeitando a legislação de licitações e que a área de 45 hectares (8.172,97 m²) dada em troca da prestação de serviço foi subfaturada. A área foi avaliada na época em R$ 4.730.080,54, valendo R$ 10,32 por metro quadrado, quando o valor de mercado seria de R$ 56. A denúncia ainda aponta que Puccinelli transferiu o imóvel para a Construtora Financial, em fevereiro de 2002, antes da conclusão da prestação dos serviços contratados.

Punição
A subprocuradora pede punição para o governador com base no artigo 1º, inciso I, do Decreto-lei 201/67, que trata de apropriação de bens, rendas públicas e desvios de recursos em proveito próprio ou alheio, com pena de dois a doze anos, perda de cargo e a inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública.

Ela invoca também o artigo 89 da lei de licitações, n 8.666, de 21 de junho de 1993, que trata sobre irregularidades de dispensa e inexigibilidade de licitação, que prevê pena de detenção de três a cinco anos, mais multa.

Personagens
O ex-deputado estadual Semy Ferraz (sem partido), que realizou a denúncia em 2005, afirmou que se sente esperançoso com a denúncia realizada pelo MPF e que espera que a Justiça seja feita no caso.

A reportagem do Terra tentou entrar em contato com governador André Puccinelli, mas foi informada por meio de sua assessoria de imprensa que ele se encontra em São Paulo (SP), tratando de assuntos de interesse do Estado, e só poderia comentar a decisão da ministra nesta quinta-feira.

Fonte:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5213647-EI7896,00-STJ+da+prazo+para+governador+do+MS+explicar+suposta+doacao.html

Escrito por Semy às 07h55
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15/06/2011


Processo dos garis 'laranjas' que envolve Giroto e Puccinelli terá andamento no TRF

 

Pio Redondo

O processo que apura a utilização dos nomes de garis da prefeitura de Campo Grande, usados como proprietários “laranjas” da empresa Engecap, deu um passo importante para a elucidação definitiva do caso, quase oito anos depois.

No último dia 07 de junho, o processo 2006.60.00.010770-1, da Justiça Federal de Campo Grande, subiu para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, que compreende os estados de MS e SP.

Essa decisão marca uma espécie de reviravolta no processo que apura o caso dos garis, que chegou a ser arquivado sem apuração do seu mérito pela Justiça Federal do MS. Depois de recurso do próprio Ministério Público Federal do Estado, o processo de 23 volumes e 5.646 páginas retomou o seu curso e agora está com a Quarta Turma, depois de relatado pela desembargadora Marli Ferreira, da Corte Especial do TRF3º.

Além do uso indevido dos nomes dos garis, o processo também apura Improbidade Administrativa com danos ao Erário e falsidade ideológica.

Caso de repercussão nacional

Desde que foi fundada, em 2001, a empresa Engecap prestava serviços para a prefeitura de Campo Grande, com contratos que beiravam R$ 12 milhões. O escândalo estourou em agosto de 2003, após denúncias da imprensa do MS, que tornaram público o fato de dois garis, que trabalhavam na secretaria de Obras da prefeitura, serem os “proprietários” da Engecap.

Nos contratos, a empresa era representada pelo engenheiro italiano Eolo Genoves Ferrari, que dirigira o depto. de Obras do Estado, na gestão do ex- governador Marcelo Miranda, hoje dirigindo o DNIT/MS.

Os garis Paulo Izidoro Sobral e Marcus Vinícius Brito desconheciam a utilização indevida dos seus nomes. Enquanto a empresa faturava alto, eles ganhavam o salário de R$ 190,00 por mês e moravam de favor em casa no bairro Universitário. Depois do escândalo, eles ainda herdaram as dívidas da falsa empresa no INSS e processos federais.

O processo ficou alocado à Justiça Federal porque as verbas para as obras da Engecap vinham do Ministério da Integração Nacional. A construtora havia recebido da empreiteira Coesa a cessão das obras de canalização do fundo do vale do córrego Bandeira e outras de contenção de enchentes.

Em 2003, o então deputado pelo PT, Semy Ferraz, ao investigar o caso, dizia que o alegado desconhecimento do fato pelo prefeito não era fundado. “Tenho um documento do Ministério da Integração que relaciona todos os pagamentos à Engecap, e quem assina os pagamentos no valor de R$ 1.114.000,00 são o prefeito André e o secretário de Obras da capital, Edson Girotto”, declarou o ex- deputado em entrevistas na Assembléia Legislativa.

Semy ainda exibira uma cópia do Diário Oficial de Campo Grande, datada de 16 de outubro de 2002, no qual o então secretário Girotto assinava contrato de cessão contratual para a Engecap, representada por Eolo Genovês, no valor de R$ 4.806.051,55.

Repercussão no Congresso Nacional

Assim que o caso se tornou público, o deputado da Comissão de Fiscalização da Câmara Federal, Eduardo Valverde, solicitou uma Tomada de Contas Especial do TCU para os contratos da Engecap, o que ocorreu.

No pedido, afirmara que “registrados os atos constitutivos em 12.03.01, com 04 meses de fundação, a ENGECAP foi contemplada com 05 Contratos com o Município, sendo dois na modalidade de Carta Convite e três na de Tomada de Preços, sendo que no mês de julho o Município ingressou com dois processos de execução fiscal contra o “procurador” e responsável técnico.”

Eolo Genoves Ferrari e João Amorim eram os caixas, segundo ex-mulher

Acusado de ser o caixa de campanha de Puccinelli pela ex-mulher, Marinês Bertagnolli, João Alberto Krampe Amorim dos Santos tinha envolvimento direto com Eolo Ferrari, segundo ela.

A ex-mulher relatou em cartório que as empresas Engecap, MBM e AS recebiam contratos direcionados da prefeitura, e que os dois bancavam os gastos de campanha de Puccinelli com festas, jantares e dinheiro para correligionários no apartamento do casal, onde havia um cofre destinado a essa finalidade.

No cartório em São Paulo, Marinês declarou “que acredita que foi usada pelo seu companheiro da mesma forma que os famosos garis foram usados na Engecap por Eolo Ferrari, amigo de Edson Giroto”.

O nome de Amorim, ligado à função de caixa de campanha de Puccinelli, apareceu novamente em gravação da Operação Uragano, desta vez citando a empresa Proteco, que têm dezenas de obras estaduais e federais no MS. Desta vez, tratava-se da eleição ao governo estadual.

Fonte: www.midiamax.com.br  -  14 de junho de 2011.

Escrito por Semy às 16h30
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Processo dos garis 'laranjas' que envolve

Giroto e Puccinelli terá andamento no TRF

 

Pio Redondo

 

O processo que apura a utilização dos nomes de garis da prefeitura de Campo Grande, usados como proprietários “laranjas” da empresa Engecap, deu um passo importante para a elucidação definitiva do caso, quase oito anos depois.

No último dia 07 de junho, o processo 2006.60.00.010770-1, da Justiça Federal de Campo Grande, subiu para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, que compreende os estados de MS e SP.

Essa decisão marca uma espécie de reviravolta no processo que apura o caso dos garis, que chegou a ser arquivado sem apuração do seu mérito pela Justiça Federal do MS. Depois de recurso do próprio Ministério Público Federal do Estado, o processo de 23 volumes e 5.646 páginas retomou o seu curso e agora está com a Quarta Turma, depois de relatado pela desembargadora Marli Ferreira, da Corte Especial do TRF3º.

Além do uso indevido dos nomes dos garis, o processo também apura Improbidade Administrativa com danos ao Erário e falsidade ideológica.

Caso de repercussão nacional

Desde que foi fundada, em 2001, a empresa Engecap prestava serviços para a prefeitura de Campo Grande, com contratos que beiravam R$ 12 milhões. O escândalo estourou em agosto de 2003, após denúncias da imprensa do MS, que tornaram público o fato de dois garis, que trabalhavam na secretaria de Obras da prefeitura, serem os “proprietários” da Engecap.

Nos contratos, a empresa era representada pelo engenheiro italiano Eolo Genoves Ferrari, que dirigira o depto. de Obras do Estado, na gestão do ex- governador Marcelo Miranda, hoje dirigindo o DNIT/MS.

Os garis Paulo Izidoro Sobral e Marcus Vinícius Brito desconheciam a utilização indevida dos seus nomes. Enquanto a empresa faturava alto, eles ganhavam o salário de R$ 190,00 por mês e moravam de favor em casa no bairro Universitário. Depois do escândalo, eles ainda herdaram as dívidas da falsa empresa no INSS e processos federais.

O processo ficou alocado à Justiça Federal porque as verbas para as obras da Engecap vinham do Ministério da Integração Nacional. A construtora havia recebido da empreiteira Coesa a cessão das obras de canalização do fundo do vale do córrego Bandeira e outras de contenção de enchentes.

Em 2003, o então deputado pelo PT, Semy Ferraz, ao investigar o caso, dizia que o alegado desconhecimento do fato pelo prefeito não era fundado. “Tenho um documento do Ministério da Integração que relaciona todos os pagamentos à Engecap, e quem assina os pagamentos no valor de R$ 1.114.000,00 são o prefeito André e o secretário de Obras da capital, Edson Girotto”, declarou o ex- deputado em entrevistas na Assembléia Legislativa.

Semy ainda exibira uma cópia do Diário Oficial de Campo Grande, datada de 16 de outubro de 2002, no qual o então secretário Girotto assinava contrato de cessão contratual para a Engecap, representada por Eolo Genovês, no valor de R$ 4.806.051,55.

Repercussão no Congresso Nacional

Assim que o caso se tornou público, o deputado da Comissão de Fiscalização da Câmara Federal, Eduardo Valverde, solicitou uma Tomada de Contas Especial do TCU para os contratos da Engecap, o que ocorreu.

No pedido, afirmara que “registrados os atos constitutivos em 12.03.01, com 04 meses de fundação, a ENGECAP foi contemplada com 05 Contratos com o Município, sendo dois na modalidade de Carta Convite e três na de Tomada de Preços, sendo que no mês de julho o Município ingressou com dois processos de execução fiscal contra o “procurador” e responsável técnico.”

Eolo Genoves Ferrari e João Amorim eram os caixas, segundo ex-mulher

Acusado de ser o caixa de campanha de Puccinelli pela ex-mulher, Marinês Bertagnolli, João Alberto Krampe Amorim dos Santos tinha envolvimento direto com Eolo Ferrari, segundo ela.

A ex-mulher relatou em cartório que as empresas Engecap, MBM e AS recebiam contratos direcionados da prefeitura, e que os dois bancavam os gastos de campanha de Puccinelli com festas, jantares e dinheiro para correligionários no apartamento do casal, onde havia um cofre destinado a essa finalidade.

No cartório em São Paulo, Marinês declarou “que acredita que foi usada pelo seu companheiro da mesma forma que os famosos garis foram usados na Engecap por Eolo Ferrari, amigo de Edson Giroto”.

O nome de Amorim, ligado à função de caixa de campanha de Puccinelli, apareceu novamente em gravação da Operação Uragano, desta vez citando a empresa Proteco, que têm dezenas de obras estaduais e federais no MS. Desta vez, tratava-se da eleição ao governo estadual.

14/jun/2011

 Fonte: www.midiamax.com.br

Escrito por Semy às 10h09
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10/06/2011


Réus da Operação Vintém serão julgados pelo STF: Deputado Giroto

 

A Ação Penal AP 605 no STF contra o Deputado Edson Giroto (PR) foi distribuída para a Ministra Cármen Lúcia para relatar, dia 28/04/2011.

Dia 5 de maio foi encaminhada para vista à Procuradoria-Geral da República. Esta Ação Penal é em função da denunciação caluniosa que eu fui vitima e foi apurada pela Operação Vintém.

Nos próximos dias teremos a manifestação da Procuradoria- Geral da República.

O Advogado Toron REQUEREU A DESISTÊNCIA DA OITIVA DAS TESTEMUNHAS DE ANDRÉ PUCCINELLI JUNIOR E QUE SEJA DETERMINADA A OITIVA DAS TESTEMUNHAS DE DEFESA DE FABIANO PEREIRA GONÇALVES.

Alguém sabe quem é Fabiano Pereira Gonçalves?

 

Escrito por Semy às 12h37
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14/05/2011


Laranjoto de novo no Mídiamax!

12/05/2011 17:00

Para comprar fazenda, Giroto associou-se a irmão, médica e coordenador da Agesul

Celso Bejarano

O deputado federal Edson Giroto (PR) tem até o próximo dia 25 para explicar ao MPE (Ministério Público Estadual) o valor pago por uma fazenda que comprou em agosto de 2008 na cidade de Rio Negro. Na propriedade, os peões apontam o parlamentar como dono das terras. Na região também todo mundo se refere à área como a "fazenda do Giroto".

Mas, na escritura registrada no cartório da cidade, Edson Giroto consta apenas como um dos quatro sócios que teriam comprado a fazenda, entre os quais um irmão do deputado, um coordenador da Agesul (Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) e até uma médica que é filha de outro empregado da Agesul.

Desde dezembro de 2009, a 30ª Promotoria de Justiça de Patrimônio Público e Social e das Fundações de Campo Grande, apura uma suposta manobra na escritura adquirida pelo consórcio integrado por Giroto.

A denúncia, feita anonimamente, afirma que o deputado federal teria comprado a fazenda e, na hora de registrar o imóvel, mentido para menos o valor real pago pela área. Daí, a desconfiança do MPE.

A reportagem do Midiamax apurou que a fazenda em questão, a Vista Alegre, distante 19 km de Rio Negro, mede 1.062 hectares e foi negociada por R$ 1.730.000,00. Por hectare, Giroto teria pagado R$ 1.629,00.

É bem menos do que o preço praticado na região, onde corretores de imóveis concordam que não se vende terra por menos de R$ 3 mil a R$ 3.500 por hectare.

A quantia, já paga, foi acertada em duas parcelas assim fixadas: R$ 865.000 em 28 de fevereiro de 2009 e um valor igual em 28.08.2009. Essa informação consta em documento registrado no cartório de Rio Negro, ao qual o Midiamax teve acesso. Humberto Pó, pecuarista que moraria em São Paulo, foi quem vendeu a propriedade ao deputado federal e seus amigos de Agesul.

Se cada um dos sócios de Giroto entrou com partes iguais no negócio, teve de desembolsar R$ 432.500,00 para se tornar fazendeiro em Rio Negro, terra explorada principalmente por grandes pecuaristas.

O Ministério Público Estadual aguarda as declarações de ganho do atual deputado federal, que eleito principalmente com recursos de André Puccinelli e de empreiteiras, para, depois, examinar se o valor pago na fazenda Vista Alegre é compatível com a renda de Giroto. Até ser eleito deputado, ele era secretário de estado do governador.

Sócios amigos

De acordo com o registro imobiliário, Giroto é sócio da médica Mariane Mariano de Oliveira, filha de um amigo próximo do deputado, o ex-prefeito de Paranaíba, Beto Mariano, que coincidentemente é coordenador de suporte e manutenção da Agesul.

Outro parceiro de Edson Giroto no negócio da fazenda, o engenheiro civil João Afif Jorge, também é um dos coordenadores da Agesul, órgão estadual que cuida das estradas e pontes em todo o território de Mato Grosso do Sul, inclusive das licitações para as obras viárias.

Técnicos do MPE fizeram uma vistoria na fazenda de Giroto em novembro passado. O parlamentar teria de mostrar seus documentos contábeis em abril, mas pediu um prazo e o Ministério Público acatou o pedido esticando para o próximo dia 25 o limite para a entrega dos documentos.

Escrito por Semy às 08h21
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08/04/2011


Saerb figura entre as melhores empresas do país em inovação

Autarquia ficou em segundo lugar no Prêmio Nacional Sesi de Qualidade no Trabalho

O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) ficou em segundo lugar no Prêmio Nacional Sesi de Qualidade no Trabalho, conferido pelo Serviço Social da Indústria, órgão da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A solenidade de premiação aconteceu na terça-feira, 5, em São Paulo, no Espaço Contemporâneo. O presidente do Saerb, Eduardo Vieira e o Coordenador das Equipes de Combate a Vazamentos, Carlos Gardel de Souza, receberam a premiação na categoria Inovação. Com o projeto Métodos de Análise e Solução de Problemas de Perdas (MASPP), o Saerb reduziu as perdas de 1.829 litros de água ao dia por ligação  para 1.143 litros/dia/ligação desde que foi implantado em 2009.

O Saerb já havia recebido em março o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho, só que na categoria estadual. “Fico muito contente com este prêmio, que é de todos. O mérito é daqueles que fazem o Saerb”, destacou o presidente da autarquia, Eduardo Vieira.

O prêmio é uma iniciativa que contribui para o desenvolvimento do setor industrial, voltado para a sustentabilidade e a promoção da qualidade de vida no trabalho, visando o aumento da produtividade da indústria e sua competitividade no mercado. O MASPP, conforme explicou Eduardo Vieira, presidente do Saerb, é, em síntese, um diagnóstico de onde ocorrem as perdas e apresenta as formas de combatê-las. “É uma ferramenta feita com toda equipe, desde o pessoal de ponta, grupos de apoio à diretoria do Saerb”, ressaltou Viera.

Durante o processo de avaliação, auditores do Sesi conferem dados e informações do andamento do projeto. São avaliadas também  iniciativas para fomentar o desenvolvimento social local, aumentar a qualidade de vida dos funcionários e racionalizar o uso de recursos naturais. Além de premiar as indústrias que se destacam, o Prêmio Sesi de Qualidade ainda oferece a todas as empresas inscritas um diagnóstico gratuito que aponta os pontos fortes e as oportunidades de melhoria relativas às ações implementadas para promover a responsabilidade social.

A iniciativa do Sesi, segundo sua diretoria,  é um incentivo à adoção de práticas para o exercício da responsabilidade social empresarial, valorizando colaboradores e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. O prêmio é resultado da política de viabilização da autarquia implantada na gestão de Raimundo Angelim pelo engenheiro Semy Ferraz, ex-presidente da autarquia.  

O  plano de ação do Saerb, traz todas as perspectivas   para o sistema ao longo de 2011  e do próximo ano:  garantir a sustentabilidade financeira; gerar recursos próprios para investimento;   manter a política de captação de recursos a fundo perdido;  conquistar/reconquistar usuários potenciais e factíveis;  aumentar o índice de cobertura de água e esgoto, buscar sempre a satisfação do usuário;   implantar programas educativos e de conscientização junto à sociedade;   garantir a qualidade da água distribuída;  assegurar o volume de água disponibilizado de acordo com a demanda;  garantir coleta,tratamento e destinação final do esgoto; aperfeiçoar o sistema de fiscalização de serviços, entre outros. Nesse contexto, as metas até dezembro de 2012 são ousadas: 100% de cobertura no abastecimento de água; 100% das ligações hidrometradas; 99% das amostradas coletadas dentro do padrão de potabilidade; 70% da cobertura de atendimento na coleta de esgoto; 100% de potencial de tratamento de esgoto; 95% de eficiência de tratamento.

O Prêmio Sesi de Qualidade

O Prêmio Sesi de Qualidade é composto por três fases: estadual, regional e nacional. As empresas vencedoras no âmbito nacional recebem uma medalha da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, concedida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e as vencedoras na modalidade Especial ainda recebem o Selo Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho, que tem como propósito reconhecer e agregar valor às suas marcas e produtos como empresas  socialmente responsáveis.

Prêmio tem relevância no contexto nacional

O prêmio é relevante não apenas no contexto acreano como para o País. Estudos indicam que se evitasse com mais eficiência as perdas de água tratada em decorrência de vazamentos, ligações clandestinas e fraudes, e convertesse parte do dinheiro assim economizado em investimentos, o Brasil conseguiria reduzir de maneira significativa o prazo para que toda a população seja atendida por sistemas públicos de distribuição da água.  O País perde anualmente R$ 7,4 bilhões com vazamentos.  Essa perda equivale a três quartos dos investimentos anuais em saneamento básico que precisam ser feitos até 2015, para universalizar os serviços.

Na esfera nacional, estima-se que poderia recuperar 60% das perdas, ou R$ 4,4 bilhões por ano, com melhores práticas de administração.

O QUE É O MASPP?

É o projeto Métodos de Análise e Solução de Problemas de Perdas criado há dois anos pelo Saerb, reduziu em mais de 800 litros por ligação por dia as perdas no fornecimento de água em Rio Branco. “É uma ferramenta que reúne ideias das equipes. Essas ideias são levadas para discussão em grupo, ocorre a identificação do problema ao mesmo tempo em que se aponta a solução”, explicou Coordenador das Equipes de Combate a Vazamentos, Carlos Gardel de Souza.

As perdas se materializam de diferentes maneiras, entre elas as  ligações clandestinas, que provocam grandes prejuízos no abastecimento de água. Como exemplo,  moradores abastecem poços com água do Saerb, desconectando a tubulação da rede secundária. 90% da água acaba drenada e não chega ao consumidor. Esse tipo de ação está sendo duramente combatido.

 

Escrito por Aquinei Timóteo   

 

www.pagina20.uol.com.br - 8 de abril de 2011

Escrito por Semy às 15h53
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22/03/2011


22/03/2011 - 09h10

Mais da metade dos municípios brasileiros podem ficar sem água em 2015

Luana Lourenço
Da Agência Brasil
Em Brasília

Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco de chegar em 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. O diagnóstico está no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado hoje (22) pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez.

 

Considerando a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, os dados revelam que em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

 

“A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, aponta o relatório.

 

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que o atlas foi elaborado para orientar o planejamento da gestão de águas no país. Segundo ele, como atualmente mais de 90% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de abastecimento de água, a escassez parece uma ameaça distante, como se não fosse possível haver problemas no futuro. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, avalia.

De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste são as que têm, relativamente, os maiores problemas nos sistemas produtores de água. Apesar de a Amazônia concentrar 81% do potencial hídrico do país, na Região Norte menos de 14% da população urbana é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, esse percentual é de 18% e a região também concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas.

 

O documento da ANA calcula em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar que o desabastecimento atinja mais da metade das cidades brasileiras. O dinheiro deverá financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais e para adequações no sistema de produção de água.

 

A maior parcelas dos investimentos deverá ser direcionada para capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, detalha o atlas.

 

“Esperamos que os órgãos executores assumam o atlas como referência para os projetos. Ele  é um instrumento de planejamento qualificado, dá a dimensão de onde o problema é grande e precisa de grandes investimentos e onde é pequeno, mas igualmente relevante”, pondera Andreu.

 

Além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.

 

Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgão executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora. “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.

 

Fonte: www.uol.com.br

 

Escrito por Semy às 11h00
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21/03/2011


Saerb é o vencedor do Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho

Sáb, 19 de Março de 2011 12:34

Edmilson Ferreira, da Ascom da PMRB

 

 

O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) recebeu na noite desta quinta-feira, 17, o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho, conferido pelo Serviço Social da Indústria, órgão da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  O Projeto MASPP (Métodos de Análise e Solução de Problemas  de Perdas) reduziu de 1.829 litros de água ao dia por ligação  para 1.143 lts/dia/ligação desde que foi implantado em 2009 –e, em função de seu sucesso, mereceu o prêmio do Sesi. “Fico muito contente com este prêmio, que é de todos. O mérito é daqueles que fazem o Saerb”, disse o prefeito Raimundo Angelim durante a apresentação da  honraria ocorrido nesta sexta-feira, 18, no auditório da Receita Federal.


O prêmio é uma iniciativa que contribui para o desenvolvimento do setor industrial, voltado para a sustentabilidade e a promoção da qualidade de vida no trabalho, visando o aumento da produtividade da indústria e sua competitividade no mercado. O PMAS, conforme explicou Eduardo Vieira, presidente do Saerb, é, em síntese, um diagnóstico de onde ocorrem as perdas e de formas de combatê-las. “È uma ferramenta feita com toda equipe, desde o pessoal de ponta, grupos de apoio à diretoria do Saerb”, disse Vieira durante a apresentação do prêmio, que reuniu técnicos e servidores na tarde desta sexta-feira, 18, no auditório da Receita Federal.


Durante o processo de avaliação, auditores do Sesi conferem dados e informações do andamento do projeto. São avaliadas também  iniciativas para fomentar o desenvolvimento social local, aumentar a qualidade de vida dos funcionários e racionalizar o uso de recursos naturais. Além de premiar as indústrias que se destacam, o PSQT ainda oferece a todas as empresas inscritas um diagnóstico gratuito que aponta os pontos fortes e as oportunidades de melhoria relativas às ações implementadas para promover a responsabilidade social.

 

A iniciativa do Sesi, segundo sua diretoria,  é um incentivo à adoção de práticas para o exercício da responsabilidade social empresarial, valorizando colaboradores e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. O prêmio é resultado da política de viabilização da autarquia implantada na gestão de Raimundo Angelim pelo engenheiro Semy Ferraz, ex-presidente da autarquia.  O  plano de ação do Saerb,    traz todas as perspectivas   para o sistema ao longo de 2011  e do próximo ano:  garantir a sustentabilidade financeira; gerar recursos próprios para investimento;   manter a política de captação de recursos a fundo perdido;  conquistar/reconquistar usuários potenciais e factíveis;  aumentar o índice de cobertura de água e esgoto, buscar sempre a satisfação do usuário;   implantar programas educativos e de conscientização junto à sociedade;   garantir a qualidade da água distribuída;  assegurar o volume de água disponibilizado de acordo com a demanda;  garantir coleta,tratamento e destinação final do esgoto; aperfeiçoar o sistema de fiscalização de serviços, entre outros. Nesse contexto, as metas até dezembro de 2012 são ousadas: 100% de cobertura no abastecimento de água; 100% das ligações hidrometradas; 99% das amostradas coletadas dentro do padrão de potabilidade; 70% da cobertura de atendimento na coleta de esgoto; 100% de potencial de tratamento de esgoto; 95% de eficiência de tratamento.

Rio Branco também concorre a prêmio dos melhores do Brasil

O PSQT é composto por três fases: estadual, regional e nacional, ao qual o Saerb também está concorrendo. A premiação nacional será entregue no dia 4 de abril. No Acre, o prêmio recebeu 35 inscrições. Em nível nacional, dos 1,5 mil inscritos 90 disputam a final.


Na cerimônia estarão presentes Eduardo Vieira e Carlos Gardel, encanador e um dos que acompanham a consolidação do MASPP.  As empresas vencedoras no âmbito nacional recebem uma medalha da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, concedida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e as vencedoras na modalidade Especial ainda recebem o Selo Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho, que tem como propósito reconhecer e agregar valor às suas marcas e produtos como empresas  socialmente responsáveis.

Prêmio tem relevância no contexto nacional

O prêmio é relevante não apenas no contexto acreano como parar o País. Estudos indicam que se evitasse com mais eficiência as perdas de água tratada em decorrência de vazamentos, ligações clandestinas e fraudes, e convertesse parte do dinheiro assim economizado em investimentos, o Brasil conseguiria reduzir de maneira significativa o prazo para que toda a população seja atendida por sistemas públicos de distribuição da água.  O País perde anualmente R$ 7,4 bilhões com vazamentos.  Essa perda equivale a três quartos dos investimentos anuais em saneamento básico que precisam ser feitos até 2015, para universalizar os serviços.


Em nível de País, estima-se que poderia recuperar 60% das perdas, ou R$ 4,4 bilhões por ano, com algum investimento e melhores práticas de administração.

O que é o Maspp?


É o projeto Métodos de Análise e Solução de Problemas  de Perdas criado há dois anos pelo Saerb, reduziu em mais de 800 litros por ligação por dia as perdas no fornecimento de água em Rio Branco. “É uma ferramenta que reúne idéias das equipes. Essas idéias são levadas para discussão em grupo, ocorre a identificação do problema ao mesmo tempo em que se aponta a solução”, explicou Carmem Nardino, diretora técnica do Saerb.


As perdas se materializam de diferentes maneiras, entre elas as  ligações clandestinas, que provocam grandes prejuízos no abastecimento de água. Como exemplo,  moradores abastecem poços amazonas com água do Saerb, desconectando a tubulação da rede secundária. 90% da água acaba drenada e não chega ao consumidor. Esse tipo de ação está sendo duramente combatido.

 

Fonte:  Site da Prefeitura Municipal de Rio Branco-Acre

Escrito por Semy às 11h36
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21/02/2011


E-mail da Amiga Karol Borges

Rio Branco-AC, 25 de janeiro de 2011.

 

Ao chefe, ao amigo, ao companheiro.

 

Acho que já falei isso em outro momento, mas tenho muito orgulho de ter te conhecido e, mais ainda, de ter podido fazer parte do seu projeto de trabalho, de vida e de sonhos.

Você é um sonhador e um realizador também!

Transforma a vida das pessoas a partir de um olhar acolhedor, de uma palavra de otimismo e de uma visão simples e inteligente da realidade.

Uma mente iluminada; brilhante.

Sobre simplicidade, quanta simplicidade!

Trata a todos de forma igualitária e com respeito.

É honesto, é justo, é coerente.

Deus realmente foi generoso com você e mais ainda com aqueles com quem você convive.

Pai dedicado, marido amoroso, profissional pra lá de competente e amigo leal, de todas as horas!

Obrigada Semy!

Obrigada por ter me valorizado, me reconhecido e me permitido crescer tanto ao seu lado.

Eu realmente me sinto outra pessoa depois dessa experiência de Saerb e de você.

Que Deus te acompanhe e que te conserve perto da gente!

 

Sua sempre assessora,

Karol

Ps. O Acre não será o mesmo sem você!   

Em 25/01/2011 17:36, Karol Borges < kbmelo@gmail.com > escreveu:

 

Escrito por Semy às 10h37
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20/02/2011


E-mail da Amiga Carla Adriana do SAERB 

Amigo Semy,
Bom dia.

Estou lhe escrevendo para lhe felicitar, embora a destempo, pelo
seu aniversário, e, ainda, me desculpar por não haver comparecido
na sexta-feira. Saiba que nos cotizamos para estar ali com toda
alegria, porém minha sogra está muito doente (com uma hepatite
terminal), e naquele dia estava em crise, o que nos inviabilizou (eu e
meu esposo) de prestigiarmos com o nosso comparecimento.

Mas amigos não se faz em tempo de paz, e é na angústia que se
prova o seu valor. Escrevo isto por que o fato de não haver
comparecido não mede o meu apreço e consideração por você. Saiba
que vc é muito especial pra mim e haver lhe conhecido e estado em sua
companhia profissionalmente foi um ganho que não tem preço pq você
é um grande líder e uma pessoa excepcional. Definiu um sonho,
traçou metas, definiu estratégia, levantou recursos. Um líder que
estabeleceu projetos... porém um líder que tinha alguns inimigos
que se empenharam a desconstruir aquilo que estava sendo construído!
E o que é mais maravilhoso é que nessa guerra só ganharia quem
jogasse o mesmo jogo, e você provou que tinha um caráter ilibado,
porque a guerra nesse nível era incompatível com o seu perfil
psicológico! Paciência, entendi que sair de cena pra vc era a melhor
saída... Só me resta lamentar muito, porque sempre acreditei em
você e na sua capacidade profissional, mas entendo que às vezes é
preciso recuar para posteriormente avançar.

Quero que saiba que sempre poderá contar comigo Semy. Mais que uma
parceira profissional me sinto sua amiga, apesar de não saber se a
recíproca é mesma. Você sabe que eu gostaria mesmo é de continuar
trabalhando ao seu lado, pois é uma honra muito grande.

Muitas feliciadades, PAZ, saúde, harmonia, prosperidade, desejo de
todo o meu coração. Seja feliz mesmo neste ano de 2011.

Sei que vc já chega amanhã, estarei ai para lhe atender no que
for necessário. Uma notícia: o Prefeito soltou o Decreto hoje
passando a competência para a CEL da prefeitura para as licitações
do SAERB, retroativo a 1º de janeiro. Temos uma CPL
institucionalizada por Lei Ordinária (PCCS) hierarquicamente superior
ao Decreto. Em sendo assim nossa CPL existirá no mundo jurídico até
que um Capítulo inteiro da Lei seja revogado por outra lei de mesmo
valor hierárquico. Não foram efetuadas as exonerações, nem houve
nomeações legais (portarias) para os membros da prefeitura apesar do
Decreto já os haver imbuído de tal mister, os habilitando inclusive
para responderem como pregoeiros. Os aconselhei a esperar e continuar
processando os trabalhos de praxe, até porque certamente haverá que
ter uma reunião para definir muitas coisas que o Decreto não
dispõe, inclusive sobre os critérios e procedimentos.

Aqui falamos mais.

Um grande abraço,

Carla.

 

----- Original Message -----
From: "carlaprado.prado" carlaprado.prado@bol.com.br
To: "semy101@uol.com.br"
semy101@uol.com.br, "semyf@terra.com.br" semyf@terra.com.br, "semyf@uol.com.br"
semyf@uol.com.br
Cc:
Sent: Seg 10/01/11 12:14
Subject: Fwd: Importante

 

Escrito por Semy às 11h56
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