Blog do Semy Ferraz


O que virou esta ação na Justiça Federal?

MS: governador é denunciado por improbidade

31 de janeiro de 2007 • 21h14 • atualizado às 21h25

Graciliano Rocha
Direto de Campo Grande

Brasil

 Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça nesta quarta-feira com ação por improbidade administrativa contra o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), e pediu a devolução de R$ 3,9 milhões. A acusação envolve outras sete pessoas com o suposto superfaturamento de uma obra em 2002, quando Puccinelli era prefeito de Campo Grande. O governador não quis se pronunciar sobre o caso.

A denúncia do MPF refere-se à urbanização do córrego Bandeira, onde a Controladoria Geral da União (CGU) apontou indício de superfaturamento. A Engecap, empresa contratada para fazer uma parte da obra, estava em nome de dois garis da prefeitura que foram usados como "laranjas" pelo empreiteiro Eolo Ferrari, verdadeiro dono da empresa. De acordo com o MPF, há irregularidades também no contrato, já que a Engecap não foi vencedora da licitação para tocar a obra. O contrato da Engecap foi suspenso depois da divulgação do caso.

Ferrari e o então secretário de Obras da prefeitura, Edson Girotto, e mais cinco funcionários do Ministério da Integração Nacional, responsáveis por fiscalizar a obra, também foram denunciados.

Procurado, o governador André Puccinelli disse, por meio de sua assessoria, que não se pronunciará sobre a denúncia por não ter sido notificado. Edson Girotto e Eolo Ferrari não foram encontrados pelo Terra para comentar o indiciamento.

Condenação
Na última sexta-feira, o governador foi condenado em primeira instância por irregularidades em sua gestão na prefeitura. O juiz Dorival Moreira dos Santos, da Vara de Direitos Difusos de Campo Grande, condenou Puccinelli, a empresa Águas Guariroba e a empreiteira Cobel Construtora de Obras e Engenharia (integrante do consórcio que criou a Águas de Guariroba) por irregularidades no pagamento da concessão dos serviços de água e esgoto na cidade em 2000.

O juiz considerou ilegal que a prefeitura tenha aceitado parte do pagamento da concessão (R$ 417 milhões no total) na forma de obras ao invés de dinheiro e condenou os réus a devolver R$ 83,4 milhões mais correção de 0,5% ao mês. Ainda cabe recurso à decisão.

Fonte: Redação Terra www.terra.com.br



Escrito por Semy às 11h37
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UM BRASILEIRO PARA SER LEMBRADO

Marina Silva

Neste ano o Brasil comemora o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Comemora? Nem tanto, pois a melhor comemoração seria o conhecimento das novas gerações sobre a obra humana e política deste homem franzino, bem humorado, doce, gentil e firme, que fez enorme diferença na história do país, durante os anos da ditadura. E muitos jovens sequer ouviram falar dele. Esta é minha colaboração para que se interessem e busquem saber mais sobre a vida e o pensamento de um brasileiro que, mesmo não estando mais entre nós, ainda pode nos inspirar.

Dom Hélder lutou pela justiça, pelo retorno das liberdades democráticas e, principalmente, pela solidariedade ativa com os pobres e oprimidos. Foi perseguido e, depois do AI-5, até mesmo seu nome não podia ser citado nos meios de comunicação. Acusavam-no de comunista e lhe deram o apelido de "Arcebispo Vermelho", ao que ele tranquilamente respondeu: "Se eu dou comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de comunista." Ele pregava que a pobreza não resulta da indolência, mas de estruturas injustas. Costumava dizer que não se pode acusar quem tem sede de justiça: "no Nordeste, Jesus Cristo se chama José".

O que ele fez, na verdade, foi assumir radicalmente o que considerava sua missão como cristão. Foi um dos mais importante líderes religiosos brasileiros. Seu lema era a opção preferencial pelos pobres, uma das resoluções do Concílio Vaticano II (1962/1965), que renovou as práticas da Igreja Católica e abriu as portas para a intervenção social de padres e fiéis.

Nomeado arcebispo de Olinda e Recife, em abril de 1964, Dom Helder passou a ser malvisto pelo regime militar, por suas denúncias de violação de direitos humanos e pelo seu trabalho com movimentos populares. Criou as famosas Comunidades Eclesiais de Base, das quais tenho muito orgulho de ter feito parte e de ter iniciado minha participação política dentro delas, ao lado de pessoas como o Bispo Dom Moacyr Grecchi, que é referência para toda a Amazônia, como sinônimo de luta pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos.

Por sua postura e prestígio internacional, Dom Hélder foi indicado para o prêmio Nobel da Paz, no início dos anos 70, e o então presidente Médici chegou ao cúmulo de mover campanha de bastidores contra a sua candidatura, mobilizando a diplomacia brasileira para promover um boicote junto ao governo da Noruega.

Mas por que era tão odiado e perseguido? Porque nunca permitiu que o calassem e sempre tomou atitudes desafiadoras e criativas. Em maio de 1969, um de seus principais assessores, Padre Henrique, foi sequestrado, torturado e assassinado. No dia seguinte, Dom Hélder reuniu dez padres e outras dez mil pessoas para acompanhar o cortejo até o cemitério, a quase 15 quilômetros de distância, no outro extremo da cidade de Recife.

Cristóvam Buarque certa vez o chamou de "santo rebelde". Santo porque levava conforto e carinho aos mais miseráveis; e rebelde porque, ao mesmo tempo, gritava contra as injustiças e queria fazer uma revolução que erradicasse os males da pobreza. Diferentemente de outros santos, ele não se conformava apenas em ajudar aos pobres, e diferentemente de outros rebeldes, cuidava dos necessitados enquanto a revolução não vinha.

Dom Hélder foi uma pessoa que sempre me emocionou. Apesar de ter formado meu pensamento social com influências marxista e socialista, o que mais me encantou, e que constitui a base da minha ideologia, é o Cristianismo. Na Bíblia, encontrei respostas para a necessidade de lutar pela justiça, para repreender a ganância dos poderosos. E Dom Hélder, acima de diferenças de credo religioso, foi um exemplo, um estímulo e uma demonstração do caráter revolucionário do cristianismo, quando o entendemos como um guia para agir no mundo. Segundo ele, "o verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza à vontade de Deus."

Ele viveu a misericórdia e o amor exatamente como Cristo disse: "Quando estava preso, tu me visitaste". E ele visitou muitos presos nas prisões da ditadura. "Quando estava faminto, tu me alimentaste". E ele alimentou muitas crianças famintas do Nordeste e por onde passou. E disse mais ainda: "Quando sentia frio, tu me acolheste; quando faltou a verdade, tu me disseste a verdade." E aí alguém perguntou: "Mas quando, Senhor, nós te fizemos isso?" E Jesus respondeu: "Sempre que fizestes a estes pequeninos, ao mais insignificante deles, a mim o fizestes."

Todas as pessoas que estão além do seu tempo passam a ser maiores do que foram no seu tempo, porque cada um de nós, de certa forma, as traz impressas nos seus sonhos e ideais. Dom Hélder tinha esperança de encontrar enormes surpresas na outra vida: "vamos descobrir, um dia, que Deus é muito mais humano que os homens."

Quando morreu, em 1999, o povo pernambucano acompanhou a pé o seu caixão, por duas horas, até o local do enterro, em Olinda. Foi homenageado no mundo inteiro, por personalidades e líderes políticos, que o chamaram de sábio e de grande humanista. Mas a frase a seu respeito de que mais gostava era uma que lhe disse um menino de Olinda, após assistir o filme ET: "ele é feio e bonzinho, assim como o senhor".

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre, ex-ministra do Meio Ambiente e colunista da Terra Magazine.



Escrito por Semy às 09h26
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Por que  não fui reeleito deputado?

Se todas as pesquisas de opinião apontavam a minha reeleição!.... Será que a atuação eficiente do André Puccinelli, aliciando meus apoiadores/eleitores foi o que definiu o resultado?  Com Operação Vintém ficou comprovado a participação de Puccinelli na Denunciação Caluniosa, que tentou me incriminar com "comprador de votos".

Infelizmente a verdade  só apareceu três meses após a eleição. O estrago já estava feito. Espero que faça JUSTIÇA!

Para refrescar a memória veja a pesquisa de 2006!

Reinaldo aparece em 22º em pesquisa para deputado

Terça-feira, 20 de Setembro de 2005 07:30
Cecílio Neto

O ex-prefeito de Maracaju e secretário do PSDB no Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva está entre os 24 nomes apontados pelo Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul (IPEMS), que podem ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa na próxima eleição em 2006.

De acordo com a pesquisa espontânea, realizada no período de 8 de agosto e 9 de setembro deste ano, o ex prefeito de Maracaju Reinaldo Azambuja Silva aparece na 22ª posição, onde obteve 0.256% dos votos, Reinaldo Azambuja foi prefeito de Maracaju nas gestões de 1997/2000 e 2001/2004, também foi presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul. Outro ex prefeito que aparece na pesquisa e também foi presidente da Assomasul, é o atual Secretário de Esportes Dirceu Lanzarini, ele administrou na gestão passada o município de Amambai. Conforme a metodologia de pesquisa do IPEMS, feita em parceira com os jornais O Progresso e Primeira Hora e site Conjuntura Online , que entrevistou 15.837 eleitores, a margem de erro é de 0.77% para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95.5%. A pesquisa revela ainda que 79,208% dos eleitores entrevistados neste período do ano disseram estar indecisos na disputa pelo cargo proporcional

O deputado estadual Maurício Picarelli (PTB) aparece na primeira colocação com 3,127%, seguido por seu colega Antônio Carlos Arroyo (PL), que obteve 1,347%. O deputado douradense Zé Teixeira (PFL) é o terceiro entre os 24 mais votados com 1,306%. Na quarta colocação está Raul Freixes (PTB), que obteve 1,246% das intenções de voto. O tucano Waldir Neves é o quinto da lista com 1,202%, enquanto que Ary Rigo (PDT) é o sexto mais votado, com 1.70%. Na sétima colocação, surge o presidente da Assembléia Legislativa, Londres Machado (PL), que obteve 1.27% das intenções de voto. O deputado Ari Artuzi (sem partido) é o oitavo melhor colocado, conforme os números da pesquisa, que o coloca em posição privilegiada, com 0,981% de preferência do eleitorado. O IPEMS aponta a deputada Bela Barros (PDT) na nona posição entre os mais votados. Candidata a reeleição, ela tem 0,897% da preferência do eleitorado. Em 10º lugar, ainda segundo o instituto, está o vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad (PMDB), que obteve 0,879%.

Confira os outros nomes apontados na pesquisa:
11º - Deputada Celina Jallad (PMDB) – 0,588%
12º - Deputado Akira Otsubo (PMDB) – 0,549%
13º - Deputado Semy Ferraz (PT) – 0,390%
14º - Deputado Paulo Corrêa (PL) – 0,366%
15º - Deputado Pedro Kemp (PT) – 0,356%
16º - Vereador Alcides Bernal(PMN) – 0,435%
17º - Secretário de Esporte Dirceu Lanzarini(PL) – 0,321%
18º - Deputado Roberto Orro (PDT) – 0,319%
19º - Deputado Onevan de Matos (PDT) – 0,309%
20º - Deputado Jerson Domingos (PMDB) – 0,308%
21º - Deputado Humberto Teixeira (PDT) – 0,287%
23º - Deputado Loester Nunes (PDT) – 0,230%
24º - Secretário de Estado Antonio Braga – 0.172%

Fonte: Maracaju News – 20/09/2006



Escrito por Semy às 06h30
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Comentário

Um cara feliz

 

Com pequenas variações, Lula repete em conversas com assessores e aliados: "De que eu posso reclamar da vida neste momento? De nada".

Poderia reclamar da crise provocada pelos louros de olhos azuis – mas está sabendo tirar vantagem dela. Outro dia, Barack Obama o apontou como “o cara”. O Congresso vai ladeira abaixo. E a oposição... Cadê?

Lula está convencido de três coisas. Primeira: o pior da crise já passou. O desempenho econômico do país, este ano, não lembrará nenhuma Brastemp. Nem por isso o governo chegará enfraquecido no ano eleitoral de 2010.

Segunda coisa: com a benção dele, Dilma Rousseff será eleita a primeira mulher presidente da República. Terceira: Aécio Neves cederá às pressões e acabará sendo o vice de José Serra.

O início do segundo mandato de Lula marcou o fim da Era Palocci na economia e inaugurou a Era Dilma. Trocou-se a ortodoxia no trato das finanças públicas pelo que muitos chamam de “desenvolvimentismo”.

O Programa de Aceleração do Crescimento foi o sinal mais forte da nova era – embora haja muito de marketing e pouco de programa nele. De resto, vai mais devagar do que Lula apregoa.

A crise que abala a economia mundial deu força àqueles que dentro do governo defendiam mais gastos para tentar vencer as eleições do próximo ano. Decretou-se o fim do livre mercado.

Sob esse aspecto, bendita crise! A pretexto de enfrentá-la, Lula e sua turma estão se sentindo à vontade para adotar medidas que seguramente irão engordar o cacife eleitoral de Dilma no renhido confronto com Serra.

A mais recente pesquisa nacional de opinião pública, aplicada no final de março pelo Instituto Sensus, trouxe uma notícia ruim e outra boa para Lula. A ruim ganhou destaque na mídia. A boa quase não foi notada.

A aprovação do governo caiu 10 pontos percentuais entre janeiro e março – e a de Lula em particular, oito. No entanto, aumentou o número dos brasileiros dispostos a votarem para presidente em quem Lula mandar.

Na pesquisa de dezembro do ano passado, o Sensus conferiu que um candidato apoiado por Lula seria o único no qual votariam 15,6% dos dois mil entrevistados.Na pesquisa de março, o percentual cresceu para 21,5%.

Para votarem no candidato de Lula, 34% dos entrevistados em dezembro exigiam conhecê-lo. Em março, apenas 25,9% condicionaram o voto à exigência. Lula perdeu popularidade e ganhou eleitores. Pode?

Aécio está rouco de tanto dizer que será candidato ao Senado se o PSDB não lhe indicar como candidato a presidente. Lula dá pouco valor ao que Aécio diz. Vai mais longe: acha que Aécio e Serra fingem que brigam pela indicação do PSDB. Estão combinados.

A falsa disputa serve aos objetivos dos dois. O de Aécio: projetar-se como um líder político nacional. O de Serra: não se ver exposto desde já como candidato.

A questão ética teve lá seu peso na eleição presidencial de 2006.

Machucado pelo escândalo do pagamento de propina para que deputados votassem de acordo com o governo, Lula chegou ao fim do primeiro turno sob a sombra do escândalo dos aloprados – os afoitos empregados da campanha dele que forjarem um dossiê para prejudicar a eleição de candidatos do PSDB. Foi obrigado a disputar o segundo turno.

Salvo alguma grossa trapalhada que o governo possa cometer até lá, a questão ética na eleição de 2010 será, se tanto, um problema para candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado.

Nunca antes na história deste país um Congresso chafurdou tão fundo na lama. O crescimento, ali, do número de bandidos tem a ver diretamente com a crescente influência do dinheiro no resultado das eleições.

Em um passado nem tão remoto assim, para cada dois ou três políticos sérios existia pelo menos um venal. O chamado baixo clero na Câmara carecia de votos para impor suas vontades. Deixou de carecer.

A maioria dos deputados é suspeita de estar à venda – e também uma fatia razoável de senadores.

Fonte: Blog do Noblat - 20/04/2009



Escrito por Semy às 08h23
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Golpe de 1º de abril faz 45 anos

Quando a gente vai ficando mais velho, tudo tem muito tempo, e a gente acaba se esquecendo. Ao ler os comentários enviados de manhã, o nosso bravo e fiel leitor Manoel Ferreira, das 11h05, me lembrou que hoje o golpe militar de 1º de abril de 1964, que jogou o Brasil na mais longa e funda ditadura, completa 45 anos.

Foi o ano em que comecei a trabalhar em jornal, primeiro na Folha Santamarense e pouco tempo depois na Gazeta de Santo Amaro, que resiste até hoje, sob o comando de Armando da Silva Prado Neto.

O golpe mudou de nome na grande imprensa que o apoiou, virou Revolução de 1964, e até a data comemorativa foi depois mudada para 31 de março para não coincidir com o dia da mentira.

Me lembro vagamente desse dia. Eu fazia o primeiro ano colegial no Liceu Pasteur, na Vila Mariana, e fomos dispensados das aulas. Fanático por jornais e revistas, fui folhear na banca mais próxima da escola as edições extras que noticiavam a movimentação militar, iniciada antes da hora em Minas Gerais, pelas tropas do general Olímpio Mourão Filho, na virada de 31 de março para 1º de abril.

Quarenta e cinco anos depois, por uma destas boas coincidências da vida, acabei de chegar agora de visita que fiz a um velho amigo, testemunha ocular desta história, que estava no centro do furacão, ao lado do então governador Adhemar de Barros, no antigo Palácio dos Campos Elísios.

Falo de Elpídio Reali Jr., o Realinho, que está passando uma temporada no Brasil para tratamento de saúde. Em 1964, ele era repórter do Correio da Manhã, o grande jornal carioca da epoca, e já trabalhava na Rádio Panamericana, que virou Jovem Pan, onde está até hoje, como correspondente em Paris.  

Por volta da meia noite, muita gente entrando e saindo do gabinete do governador que apoiava o golpe, Adhemar de Barros estava ao telefone trocando informações com Carlos Lacerda, então governador do Rio, um dos líderes civis do movimento.

A certa altura, Adhemar colocou na linha para falar com Lacerda o célebre Tico-Tico, como era conhecido o repórter José Carlos de Moraes, dos Diários Associados, e atendeu a outra ligação.

Do outro lado da linha, estava Dr. Rui, codinome de Ana Capriglione, sua amante não muito secreta, a demonstrar que o amor é sempre mais forte do que qualquer golpe militar.

Durante todo o dia, Reali Jr. assistiu ao desfile de grandes empresários paulistas que passaram pelo gabinete para cumprimentar o governador, entre eles o diretor do Estadão, Júlio Mesquita Filho, ferrenho adversário de Adhemar de Barros.

Naquele momento, acima de qualquer divergência política, o mais importante para todos eles era derrubar o governo popular de João Goulart.

Na mesma hora, Raul Martins Bastos, outro amigo que foi comigo visitar o Realinho, estava voltando de férias no sul do país, vindo de ônibus (sim, naquele tempo jornalistas, mesmo os mais importantes, viajavam de ônibus) de Curitiba para São Paulo.

Dormiu a noite toda e, quando percebeu que o ônibus chegara com bastante atraso a São Paulo, soube pelo motorista o motivo: a grande movimentação de tropas militares na estrada, que atrapalhou o tráfego.

Chefe da rede de sucursais e correspondentes do Estadão, meu compadre Raul correu para o jornal, ainda a tempo de pegar a confraternização de muitos de seus colegas comemorando o golpe militar que o jornal ajudou a deflagrar no país.

Raul e Reali também só se lembraram deste dia a meu pedido, graças ao alerta do leitor Manoel Ferreira, que escreveu no final do seu comentário:

“Mas, se não recordarmos, de vez em quando, os erros do passado, poderemos repetí-los no presente e no futuro”.

Concordo com ele neste ponto, embora divirja da maioria dos seus comentários. Ferreira é um dos mais ácidos críticos do governo Lula neste Balaio e de tudo o que está acontecendo no país em todas as instituições.

A exemplo dele, tenho notado nas últimas semanas que outros leitores estão subindo o tom da sua indignação com os fatos noticiados, a ponto de muitos pedirem a volta da ditadura militar e até da monarquia, sem falar nos que fazem campanha sistemática pelo voto nulo.

Calma lá, pessoal. Com todos os seus defeitos e fraquezas, falcatruas e mazelas, posso garantir, como repórter sobrevivente daqueles anos de chumbo, que a democracia ainda é o melhor regime para se viver em sociedade.

Nunca tivemos um período tão profundo e duradouro de liberdade públicas em nosso país, e é isso que precisamos preservar, até para que cada um possa extravasar aqui pela internet, que não existia naquele tempo, toda a sua ira contra as autoridades constituídas, sem correr o risco de ir em cana ou ser torturado.   

Se cada um fizer a sua parte, participando mais da vida política do país, e não só em época de eleição, como muitos da minha geração fizeram na resistência à ditadura, certamente vamos fortalecer a nossa jovem democracia em lugar de jogá-la fora da bacia.

Não podemos confundir nossos eventuais representantes ou ocupantes temporários de cargos públicos nos três poderes com as instituições permanentes que nos garantem esta liberdade, tão importante quanto o ar que respiramos. Ditadura, nunca mais.

 

Fonte: Blog do Ricardo Kotscho



Escrito por Semy às 13h26
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Saerb realiza curso de capacitação dos operadores do sistema de abastecimento da Capital    
Qui, 26 de Março de 2009 19:13

  O Saerb, Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco, em parceria com a Assemae - Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, Departamento de Água e Saneamento – DEAS e a Faculdade Integrada de Rio Branco – Firb-Faao, oferecem nesta sexta (27) e sábado (28) um curso  de setorização do abastecimento de água,  para capacitação dos operadores do sistema de Rio Branco, técnicos do SAERB e Deas, além de estudantes da Firb-Faao.

O processo permite que a cidade seja dividida em setores, equilibrando as pressões na rede de distribuição, evitando, com isso, os rompimentos e a consequente falta d’água em diversos bairros.

Para o presidente do Saerb, Semy Ferraz, o curso é uma excelente oportunidade de capacitação da equipe técnica que atua no serviço público de distribuição de água na Capital e no interior e para estudantes interessados em atuar na área. “Temos graves problemas com desperdício de água em toda a cidade e orientar nossa equipe com medidas preventivas é de fundamental importância para melhorarmos o atendimento da comunidade”.

O curso será ministrado pelo  engenheiro Luciano Farias de Novaes, na sala 25 da sede da Firb-Faao, das 14h às 19h na sexta-feira e das 8h às 18h no sábado. Novaes é  mestre pela Universidade de Federal de Viçosa  e doutor pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, EESC - USP / SP.

Atuante em atividades referentes a Programas de Controle e Redução de Perdas com Planos Diretores de Combate a Perdas de Água, Novaes  é especialista em projetos de cadastro técnico da rede de distribuição de água, setorização da rede de distribuição de água em zonas de pressão, dimensionamento de medidores de vazão para macromedição, levantamento de parâmetros de vazão e pressão através de pitometria, pesquisa de vazamentos ocultos através de haste de escuta, geofone eletrônico, correlacionador de ruídos e data-logger de ruídos.

Também tem realizado atividades de projeto de Estações de Tratamento de Água (ETA) e Esgoto (ETE), reuso da água nas indústrias, bem como trabalhos relativo a outorga pelo uso da água. Outra área da empresa em que o profissional atua consideravelmente é na elaboração de projetos de reservatórios metálicos, bem como a sua execução, incluindo a elaboração e execução da fundação.



Escrito por Semy às 16h52
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Assistência pela Vítima dos Crimes.

Egrégio Tribunal Regional Federal - SP

Processo

2007.60.00.003258-4

Classe

786 IP (INQ) - MS

Origem

2007.60.00.003258-4

Vara

5 CAMPO GRANDE - MS

Réu

ANDRE PUCCINELLI JUNIOR

Relator

Des.Fed. BAPTISTA PEREIRA

Org. Jul.

ORGÃO ESPECIAL

Endereço

AV. PAULISTA, 1842 - 14º ANDAR - TORRE SUL

 

 

Semy Alves Ferraz, brasileiro, casado, engenheiro civil, RG 221.601 SSP-MS e CPF 137.822.821-91, residente na Rua Major Ladislau Ferreira, 1042 / 403, Abrão Alab, Rio Branco, Acre, CEP 69907-010, sendo o sujeito passivo dos crimes objetos do feito, requer, por seu Advogado subscrito, ingresso na presente ação penal pública (demanda regularmente recebida), não trânsita, movida pelo Parquet em face do Réu André Puccinelli Junior e outros, como Assistente.

 

O Requerente é, efetivamente, a vítima pessoal dos crimes praticados pelos Réus, pois que sua então legítima candidatura à reeleição para Deputado Estadual foi ceifada delituosamente pela mancomunação engendrada com notícias falsas e uso irregular da máquina pública, no sentido de visar a difundir a notícia de que se trataria dum comprador de votos para se reeleger, chegando a haver estapafúrdio e pirotécnico ato prisional da Polícia Federal às portas de seu Comitê Eleitoral, tudo muito bem temperado com a indefectível presença da imprensa, o que, no todo e irremediavelmente, lhe prejudicou de forma cabal e absoluta.

 

O incrível histórico fático dos crimes, inclusive com a perfectibilização do delito de formação de quadrilha, está na Representação Criminal feita ao MM. Procurador Geral da República, em agosto de 2008, que ora se requer colação ao feito, em que degravação de conversas telefônicas interceptadas por ordem judicial havidas é escandalosa, incluindo participação pessoal e comprovada do atual Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, pai do primeiro Réu, sr. André Puccinelli.

 

            Tanto toda esta engrenagem criminosa funcionou assim que a denúncia foi recebida regularmente. Quanto à vítima, o Requerente, afora os eleitores que se viram privados de um deputado honesto, é-se-lhe clássica a situação de ofendido, cujo interesse material e processual dimanam tanto da conflituosa relação jurídica material havida, como da legítima expectativa de ultimação de título executivo judicial futuro, resultado sentencial condenatório a ser trabalhado incessantemente e esperado, francamente, para o presente processo judicial.

 

 

São Paulo, 23 de janeiro de 2009.

 

 Jean Menezes de Aguiar, OAB SP 189.387-A



Escrito por Semy às 12h02
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Operação Vintém faz aniversário hoje - 2 anos

Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Vintém, que apura a possível prática de falsas denúncias de crimes eleitorais. Serão cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juíz da 53ª Zona Eleitoral. Todos os endereços que são alvos das buscas situam-se em Campo Grande, dentre os quais, a Secretaria de Obras do município, local de trabalho de um dos investigados, e uma gráfica, também localizada nesta capital.

As falsas denúncias teriam provocado ações da Polícia Federal, da Justiça Eleitoral e dos demais órgãos envolvidos no controle e fiscalização do processo eleitoral de 2006.

As ações foram baseadas em denúncias do grupo investigado que também teriam realizado cenas forjadas como, por exemplo, a denúncia referente à compra de votos por parte de coordenadores de campanha do candidato Semy Ferraz, apurada em setembro de 2006, em que foram apreendidos inúmeros "santinhos" do candidato grampeados em dinheiro.

Também é investigada a possível aplicação de recursos não-declarados para campanha eleitoral.

Fonte: Terra - 17 de janeiro de 2007 • 12h55 • atualizado em 17 de janeiro de 2007 às 12h59



Escrito por Semy às 11h48
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poema da noite

Poema de Natal - Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

 

Vinicius de Moraes, poeta e diplomata na linha direta de Xangô. Saravá! No poema acima temos retratado aquele que, para muitos, é um evento triste. Extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147. Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".



Escrito por Semy às 11h13
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KENNEDY ALENCAR

Cuba libre

BRASÍLIA - O fim do bloqueio americano a Cuba é parte da estratégia brasileira para fortalecer sua liderança na América Latina. Ao fazer apelos a Barack Obama para encerrar o embargo à ilha caribenha, Lula mira sobretudo vizinhos do barulho, como o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Corrêa e o venezuelano Hugo Chávez.
Um gesto do novo presidente americano em relação a Cuba desarmaria espíritos. Tiraria gás do espírito antiamericano turbinado pelos oito anos de George W. Bush. Daí a aposta do governo brasileiro, vista por muitos como uma injustificada defesa de uma ditadura.
Para início de conversa, convém cobrar que Cuba pare de desrespeitar direitos humanos, libertando presos políticos e deixando de sufocar a oposição. Lula tem dado conselhos reservados para que Raúl Castro, sucessor do irmão Fidel, caminhe nessa direção. No entanto, a falta de liberdade em Cuba não é motivo razoável para sustentar um embargo criado em 1962.
Os EUA mantêm em Guantánamo uma máquina de tortura que afronta todo o sistema jurídico internacional. Afronta valores fundacionais do grande país que os EUA são. A doutrina de combate ao terror de Bush, além de equivocada, porque invadiu um país errado pelos motivos errados, é tão recriminável sob a ótica dos direitos humanos quanto a ditadura castrista.
Sustentar o bloqueio reforça o discurso Davi contra Golias que o regime usa para estimular a "resistência psicológica" da população. O fim do embargo reduziria a dependência dos petrodólares de Chávez e geraria uma prosperidade eficaz para democratizar Cuba.
O fim do embargo não é esquerdismo romântico. Obama tomaria um decisão de estadista, acabando com algo que prejudica mais o povo do que o governo. Fortaleceria na América Latina a liderança do Brasil, um aliado maduro. Começaria 2009 à altura de seus desafios.

 

Feliz Natal a todos!

Publicado no Jornal Folha de São Paulo - 25/12/2008



Escrito por Semy às 10h56
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Em defesa da DEMOCRACIA, contra a impunidade!  


A maldade bebe a maior parte do veneno que produz”. (Séneca)

 

A dois dias da eleição de outubro de 2006, fui vítima de uma armação torpe, arquitetada pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). O governador e seus comandados montaram uma farsa para me envolver num crime eleitoral. Colocaram “santinhos” da minha campanha, grampeados em notas de R$ 20, no carro do coordenador do meu comitê eleitoral, Benoal Sobral, para que eu fosse acusado de participar de um esquema de compra de votos. Essa ação espúria foi executada, a mando do governador, por Mirched Jafar Junior, pelo secretário de obras, Edson Girotto e pelo filho do governador, André Puccinelli Junior.

O golpe covarde, perpetrado contra mim, tinha o objetivo de calar uma voz que sempre combateu a corrupção e defendeu a transparência e o respeito ao dinheiro público. Tentar jogar a minha vida pública na lama da corrupção foi a forma que o Sr. André Puccinelli encontrou para desmoralizar os meus questionamentos a atos administrativos suspeitos, adotados no tempo em que ele estava a frente da prefeitura de Campo Grande. Entre os questionamentos que fiz naquela época, estava a concessão de obras sem licitação à empresa Engecap, montada em nome de dois garis que trabalhavam para a própria prefeitura. Além disso, questionei por intermédio de ações populares a legalidade na venda de um imóvel público, denominado "Área do Papa", e a licitação dos serviços municipais de água e esgoto.

A minha atuação vigilante acabou despertando a fúria do governador. Isso o levou a adotar expedientes antiéticos de cooptar pessoas que apoiavam a minha reeleição e a chafurdar na baixa criminalidade, com o objetivo de cassar meus direitos políticos por falsa imputação de prática de crime eleitoral.

Esse ataque aos fundamentos do sistema democrático comprometeu, com certeza, a minha reeleição ao cargo de deputado estadual e, só não destruiu a minha história de homem público, porque a Polícia Federal, por acaso, descobriu a farsa montada, através de uma escuta telefônica.

Com autorização da Justiça, a PF registrou uma conversa de André Puccinelli com Mirched Jafar Júnior, em que os dois comemoravam o sucesso de uma ação para incriminar um adversário político do grupo, que no caso era eu.

Isso ocorreu, por ocasião da operação “Bola de Fogo”, quando a polícia monitorava os telefones do escritório dos advogados André Puccinelli Júnior, filho do governador, e Félix Nunes da Cunha, procuradores do empresário acusado de contrabando de cigarros. 

Essa operação acabou revelando a ação criminosa contra mim, que culminou na operação “Vintém”, deflagrada pela Polícia Federal em 17/01/2007.

Apesar da operação da PF ter sido deflagrada em 17/01/2007, eu só tive acesso às provas quase 2 (anos) após o crime ter sido cometido, através do  processo de nº 2007.60.00.003258-4, onde o Ministério Público Federal oferece denúncia contra 4 (quatro) envolvidos, que são André Puccinelli Júnior, filho do Governador, Mirched Jafar Júnior, Edmilson Rosa e Edson Giroto. Este último coordenava a farsa e a Procuradora do MPF requer ainda a perda do cargo de Secretário de Obras.

No entanto, falta trazer à tona a participação do governador como mentor intelectual e principal interessado na trama. Por isso, fiz uma representação criminal através de meu advogado, Celso Pereira da Silva, para que o procurador chefe do Ministério Público Federal apure também a participação de André Puccinelli no crime.

Vale ressaltar ainda que esse processo judicial requer uma ação enérgica da opinião pública para que não se perca nos escaninhos da burocracia judicial e se torne mais um exemplo de impunidade, razão pela qual me preocupa a acomodação de atores que outrora atuaram firmemente contra os desmandos da elite política e em favor da construção de uma sociedade livre e democrática.

Essas pessoas não podem deixar adormecer suas convicções, calando-se diante da truculência criminosa e da utilização do sistema democrático apenas como instrumento para galgar o poder. Não podemos aceitar a ausência de ética e justiça em nossa sociedade.

Ante ao exposto, concito a mobilização das organizações sociais a se posicionar e propugnar pela ampla revelação pública das provas colhidas e, diante destas, exigir a incontinente exoneração do secretário estadual de obras e a instauração do processo de impeachment do governador do Estado.

Conclamo especialmente a intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil, comprometida, a partir das suas funções institucionais, com a defesa da democracia e do Estado de Direito, a adotar uma posição firme no esclarecimento dessa ação criminosa. A OAB não pode assumir uma postura passiva à espera da próxima manchete de jornal, ou apenas ao impulso oficial do processo penal em marcha lenta rumo à prescrição do delito.

De resto, me reservo a continuar lutando pelo estabelecimento de uma sociedade justa, que proporcione a seus cidadãos uma condição de igualdade e dignidade em detrimento do abuso, vício e das benesses do poder.

 

 

Semy Alves Ferraz

Ex-deputado Estadual (PT-MS)

 



Escrito por Semy às 08h19
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"É importante ressaltar que integrantes da elite política de nosso Estado em silêncio conivente fingem que se trata apenas de uma cizânia entre eu e o Governador do Estado, quando tem consciência que se trata de um inadmissível ataque aos fundamentos do sistema democrático; na medida em que tem provas que o Sr. André Puccinelli retaliando-me porque questionei na justiça atos de sua administração na Prefeitura de Campo Grande, não se contentou em adotar expedientes antiéticos para cooptar pessoas que apoiavam minha reeleição, descendo à degradação de se chafurdar na baixa criminalidade ao coonestar a uma operação destinada a cassação de meus direitos políticos por falsa imputação de prática de crime eleitoral". Semy Ferraz -Sobre Operação Vintém



Escrito por Semy às 09h27
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Puccinelli aparece em grampo da PF

Voz do governador de Mato Grosso do Sul é identificada em escuta realizada para investigar fraude contra adversário do peemedebista

Lúcio Vaz
Da equipe do Correio

Escuta telefônica feita pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, registra uma conversa do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), com Mirched Jafar Júnior, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob a acusação de ter participado da montagem de uma farsa para incriminar um adversário político do governador, o ex-deputado estadual Semy Ferraz (PT). Também foram denunciados o filho do governador, André Puccinelli Júnior, e o secretário estadual de Obras, Edson Girotto. Segundo o Ministério Público, o grupo teria articulado a colocação de “santinhos” de Semy, grampeados com notas de R$ 20, no interior do carro do coordenador da campanha do deputado, Benoal Sobral.

Em depoimento à Polícia Federal, o executor da operação, Edmilson Rosa, o Rosinha, assumiu a responsabilidade exclusiva da montagem da fraude, eximindo de culpa os outros três denunciados. A operação aconteceu em 29 de setembro de 2006, dois dias antes das eleições gerais. A procuradora regional da República Luiza Frischeinsen afirma na denúncia, oferecida em 15 de julho deste ano, que os quatro denunciados, “em comunhão de esforços e conjugação de vontades”, praticaram o crime de denunciação caluniosa, já que “encarregaram-se de colocar no veículo de Benoal Sobral materiais que poderiam incriminar o coordenador de campanha e o próprio candidato, posteriormente providenciando ‘denúncia’ anônima à Polícia Federal”.

Frischeinsen considerou importante acrescentar que, no momento em que conversava com Edmilson, Mirched “encontrava-se na residência de André Puccinelli (na época candidato a governador do estado), juntamente com André Puccinelli Júnior”. A procuradora afirma que isso fica confirmado nos diálogos entre Mirched e o próprio governador (dia 29, às 18h16) e depois com Edmilson (às 18h29, 18h36 e 18h45 do mesmo dia). Na conversa das 18h16, Mirched fala primeiro com André Júnior. De repente, o filho do governador interrompe o diálogo, dizendo: “Só um pouquinho!”. Surge a voz de André Puccinelli: “Oi!”. Mirched responde: “Fala, meu chefe!”. O candidato ao governo pergunta: “Você pode vir aqui em casa?”. Em seguida, André Júnior retoma o telefone. Mirched pergunta: “Quem falou? Foi seu pai?”. André Júnior confirma: “É, vem aqui no apartamento”.

Por acaso
A Operação Vintém da PF teve início por acaso. No mesmo período, a polícia monitorava os telefones do escritório dos advogados André Puccinelli Júnior e Félix Nunes da Cunha, procuradores de um empresário acusado de contrabando de cigarros.

 Era a Operação Bola de Fogo. As escutas acabaram revelando o plano para tentar incriminar Ferraz, que acabou não sendo reeleito deputado. Em 29 de setembro, por volta das 19h30, outros agentes da Polícia Federal encontraram os santinhos grampeados em cédulas de R$ 20 no interior do Fiat Uno, de cor verde, placas BLH 4429, pertencente a Benoal. Somente mais tarde a fraude foi esclarecida pelas gravações feitas com autorização judicial.

No depoimento à PF, Edmilson afirmou que André Júnior , Girotto e Mirched só teriam tomado conhecimento da montagem que ele fez “após o ato concretizado”. Disse que o ato da implantação do dinheiro e da lista no carro foi “exclusivamente” seu. E acrescentou que o dinheiro utilizado (R$ 740) era seu. Edmilson afirmou que foi repreendido por Mirched quando o mesmo tomou conhecimento do fato. “Não é desse jeito que se faz política. Tinha que ser feito pelos caminhos certos”, teria dito Mirched. O executor da fraude acrescentou que também teria sido repreendido por André Júnior no dia seguinte.

 “Ô, doutor, não devia ter sido feito, abre precedente para eles fazerem contra a gente numa próxima ocasião. A eleição está praticamente definida, não tem essa necessidade”, teria afirmado o filho do governador.

André Júnior, Mirched e Girotto também prestaram depoimentos à PF e negaram participação na trama. André e Mirched confirmaram, porém, que participaram da reunião na casa do candidato André Puccinelli em 29 de setembro. Para o Ministério Público, a participação de Mirched, presidente regional do Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB), “remanesce cristalina, em especial pelo teor dos diálogos mantidos com Edmilson Rosa”. Nessa conversa, Mirched pergunta: “Tá com a lista do Semy?”. Edmilson responde: “Já tá lá dentro. Cê pode mandar buscar…”.

Semy Ferraz afirmou na sexta-feira que vai apresentar representação criminal ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Silva e Souza, contra o governador André Puccinelli pela prática do crime de denunciação caluniosa, na qualidade de mandante. Se a representação for aceita, o governador será processado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: Jornal Correio Braziliense - 25/08/2008



Escrito por Semy às 12h22
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Os grampos

Dia 29 de setembro de 2006.

18h16 – André Puccinelli Júnior está em um apartamento, junto com outras pessoas que demonstram muita ansiedade, inclusive André Puccinelli, e pede para Júnior ir até lá, para resolverem algo sobre a “lista” passada por Girotto:
André Júnior: “Você recebeu uma lista?”
Mirched Jafar Júnior: “Não”.
André Júnior: “Pois é. O Girotto tinha uma lista que passou para ele, que tinha que chegar ao seu conhecimento”.
Mirched: “Não. Não chegou nada a meu conhecimento.
Eu vou ligar para ele”.
André Júnior: “Só um pouquinho!”
(Voz ao fundo, que parece ser de André Júnior mesmo): “Quer falar com o Júnior da Gráfica?”
André Puccinelli (governador): “Oi!”
Mirched: “Fala meu chefe!”
André Puccinelli: “Oi!”
Mirched: “Fala!”
André Puccinelli: “Éhh…Você pode vir aqui em casa?”
Mirched: “Onde cê mora? Alou?”
André Puccinelli: “Pode vir aqui… em casa! Tá, eu vou passar p’ro Júnior”.
André Júnior: “Ôo… Júnior!”
Mirched: “Quem que falou? Foi seu pai?”
André Júnior: “Ô, Júnior… é… vem p’ra cá! Vem aqui no apartamento”.
Mirched: “Tô chegando”.
18h36 – Rosinha dá detalhes de como “plantou” a lista e dinheiro com santinhos no carro do assessor de Semy Ferraz::
Rosinha: “Eu tenho uma cópia da lista. Só que a lista que eles me deu (sic) eu pus dentro do carro do cara… Junto com o dinheiro e os santinho grampeado (sic)… Cabamos (sic) de pôr!… Ele tá dentro… tá na frente do jornal. Entendeu?”
Mirched Jafar Júnior: “Bom, cê… se isso vai acontecer… tem que acontecer em… meia hora!”
Rosinha: “Não! Já tá lá dentro. Cê pode mandar buscar. É isso que eu tô te explicando”.
Mirched: “Que carro que é?”
Rosinha: “Um Uno verde, você quer a placa dele?”
Mirched: “Eu quero”.
Rosinha: “Tá. Eu já te ligo aí”. 
18h56 – Mirched Jafar Júnior informa, de maneira clara, que foi Girotto quem acionou a Polícia Federal:
André Júnior – “Alô!”
Mirched: “Liga p’ro Girotto, manda ele parar a PF, que ele mandou a PF atrás do cara”.
Voz ao fundo: “Passei p’ro homem já”.
André Júnior: “Hã”.

 

Obs.: - Estas conversas foram gravadas pela Policia Federal.

Fonte: Jornal Correio Braziliense - 25/08/2008.



Escrito por Semy às 11h20
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Discurso na Assembléia dia 29/11/2005 – Parte I

Sobre o "Carcamano"

 

 

Senhor Presidente, Senhores Deputados

 

O Srs. André Puccinelli, ex-Prefeito de Campo Grande e candidato a candidato ao próximo pleito para Governador do Estado, intermitentemente mostra o seu despreparo psicológico, o seu despreparo ético... e sobretudo deixa evidente sua verdadeira índole... que poderia ser definida como de “carcamano facista” ... sim identificá-lo de “carcamano” estaríamos apenas utilizando uma expressão forte atribuída a emigrante italiano rude, que não nos soa politicamente correta aos pioneiros italianos ... mas no caso do Sr. André Puccinelli a sua postura não advém de ausência de instrução, mas de um vezo autoritário de quem não sabe conviver com a democracia, merecendo a alcunha.

 

Realmente, é publico e notório que o Sr. André Puccinelli quando Prefeito, demonstrando desprezo pelo parlamento conclamava populares para apupar e a jogar ovos em vereadores da oposição, chegando ao ponto de recorrer as vias de fato com popular ... dando um péssimo exemplo ao povo e especialmente aos jovens.

 

No dia 23  o Sr. André Puccinelli esteve nesta Casa fazendo alvoroço a propósito de uma da Ação Popular opondo a licitação da folha de pagamento do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul  ... medida judicial que ele próprio engendrou por desqualificado espírito de emulação, por mera politicagem, mas que não teve a coragem de assumir como autor ... transparecendo a paternidade ao supor que a chicana poderia subsistir.

 

Nesse mesmo dia, apenas porque Deputados foram contra os propósitos do Sr. André Puccinelli interromper a seção dessa Casa, o mesmo afirmou que iria assumir o Governo Estadual parachutar a bunda de deputados vagabundos” ...

 

Sr. Presidente, Senhores Deputados

 

Essa afirmação não foi fruto de um ato falho, mas revela a personalidade autoritária do Sr. André Puccinelli, que não admite ser contrariado em seus propósitos, que é incapaz de conviver com críticas ou oposição ... essa frase revela o que se passa no íntimo do Sr. André Puccinelli, que é um homem que tem revelado que despreza o Parlamento, chegando ao ponto, conforme anteriormente disse, incitar população de bairro a agredir Vereadores de oposição.

 

Depois, percebendo que estava ofendendo até mesmo os correligionários com assento nessa Casa, indagado para esclarecer a generalização, o noticioso Campograndenews afirma que ele disse que Deputado vagabundo tem um, que eu acionei na justiça”, afirmou, omitindo o nome”.

 

O certo é que a imprensa concluiu que o Sr. André Puccinelli se referia a nossa pessoa porque a poucos dias ajuizou uma representação puramente intimidativa em desfavor de nossa pessoa, sabendo-a improcedente, apenas para sair alardeando que está nos processando, e, assim, procurar minorar a força de nossos questionamentos quanto a determinados atos administrativo que praticara.

 

Isso demonstra que o Sr. André Puccinelli não possui a grandeza de caráter para assumir decididamente o que pensa ... recorre a ilações ... deixa que o leitor ou a imprensa procurar quem seria o Deputadovagabundoque ele queria se referir.



Escrito por Semy às 19h41
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